One Piece, criado por Eiichiro Oda, é famoso por seu sistema único de Devil Fruits, que concede habilidades quase impossíveis e variáveis. Esses poderes são essenciais para definir as batalhas e o universo do anime, mas algumas versões criadas em jogos mostram um lado completamente desregulado e poderoso demais para o cânone oficial.
Enquanto o anime e o mangá mantêm regras e limites para esses poderes, as adaptações de games trazem Devil Fruits que parecem quebrar toda a lógica do mundo. Algumas dessas habilidades são tão overpowered que poderiam desequilibrar a narrativa se fossem inseridas na história principal.
As Devil Fruits mais poderosas de acordo com os jogos
Embora o foco seja nos poderes apresentados em jogos de One Piece, é importante destacar que esses Devil Fruits não fazem parte do cânone oficial. Ainda assim, eles representam um nível de poder que chama atenção por sua voracidade de criatividade e destruição.
Entre eles, duas habilidades se destacam por sua versatilidade absurda e seu impacto direto no combate. Algumas dessas habilidades chegam a transformar completamente a dinâmica do universo de One Piece, colocando personagens e antagonistas em um patamar quase desumano.
Simon e sua Paper-Paper no Mi: o poder que desafia tudo
Introduzido em One Piece: Great Hidden Treasure of the Nanatsu Islands, o Devil Fruit de Simon é uma logia que permite transformar seu corpo em papel ou manipulá-lo de diversas maneiras. Sua simplicidade parece fraca à primeira vista, porém seu potencial é quase ilimitado.
Simon consegue criar explosões, se curar, melhorar reflexos e gerar ataques únicos simplesmente escrevendo símbolos no papel que manipula. Ele pode, por exemplo, escrever que fogo não o machuca, negando ataques de chamas, ou criar clones perfeitos de personagens antigos de One Piece com apenas um papel. Essa flexibilidade faz desse Devil Fruit uma verdadeira arma de destruição em massa nos jogos.
Goe Goe no Mi de Eldoraggo: a energia sonora que destrói tudo
Apresentado em One Piece: The Movie e posteriormente em One Piece: Become the Pirate King, o Goe Goe no Mi de Eldoraggo permite transformar som em rajadas de energia devastadoras. Sua capacidade de disparar ondas poderosas apenas ao gritar destaca-se por sua rapidez e potencial de ataque em combate.
Apesar de parecer mais uma habilidade de personagem de um universo de anime de luta, seu poder é quase incontrolável na prática. O risco de se usar essa habilidade na narrativa oficial é alto, pois ela poderia facilmente criar desigualdade nas batalhas.
Noko, o cavalo que manipula sonhos e memórias com seu Sleep-Sleep no Mi
Situado na narrativa filler de Ocean’s Dream, Noko pode gerar uma névoa que faz seus inimigos dormirem. Além disso, sua capacidade de apagar ou reescrever memórias é de fazer sangrar os olhos de qualquer fã do universo de One Piece.
Imagem: GameRant
Imagine um inimigo que, ao dormir, perde toda a sua memória, incluindo habilidades de combate e alianças feitas. Essa habilidade chega a causar um impacto psicológico forte, podendo desequilibrar poderes de naipes inteiros, sendo uma das mais assustadoras de todos os Devil Fruits apresentados nos jogos.
Inu Inu no Mi, Modelo Bake-danuki: o clone perfeito dos maiores personagens
Essa fruta mítica, apresentada em One Piece: Unlimited World Red, concede ao usuário a capacidade de criar clones praticamente idênticos de figuras lendárias do mangá. O poder de transformar folhas em humanos, objetos ou ambientes faz dele uma arma de manipulação massiva.
Nos jogos, Pato consegue criar cópias de personagens como Whitebeard, Ace ou Zoro. Esses clones têm os poderes originais, mas, na prática, são menores em força. Ainda assim, o nível de controle e manipulação que essa fruta oferece é altamente desbalanceado, pois permite gerar exércitos de figuras poderosas instantaneamente.
Patrick Redfield e sua Bato Bato no Mi, o poder do vampiro imortal
Por fim, uma das habilidades mais fora do padrão aparece em One Piece: Unlimited World Red. Sua Bato Bato no Mi de modelo vampiro concede ao usuário uma imortalidade relativa pela capacidade de sugar a força vital de outros e recuperar toda juventude com a sua força.
Enquanto o conceito de vampiros é pouco explorado na série, a habilidade desse personagem parece mais um cheat code do que um poder dentro do universo. A possibilidade de combater eternamente, regenerar-se e ser praticamente imortal, sem os limites tradicionais de vulnerabilidade, faz dessa fruta uma das mais desproporcionais de todas.
Valeria a pena essas habilidades no universo canon?
Se esses Devil Fruits realmente entrassem na narrativa de One Piece, o equilíbrio de forças mudaria drasticamente. Para os fãs videogame e lore de fãs, esses poderes representam uma insanidade de criatividade, mas, no universo oficial, limitam a própria narrativa e a construção de personagens.
À medida que novas versões de jogos continuam a explorar esse lado mais destrutivo e exagerado, fica a dúvida: até que ponto esses poderes desmedidos deveriam fazer parte do universo de One Piece? Para os fãs, também é uma oportunidade de refletir sobre quais habilidades poderiam transformar ou quebrar completamente o mundo criado por Eiichiro Oda.
