O desfecho explosivo da segunda temporada de Daredevil: Born Again balançou o MCU e deixou o público com uma pergunta martelando: Bullseye virou herói ou vilão? Em entrevista exclusiva, Wilson Bethel abriu o jogo sobre as motivações do personagem, o inesperado sentimento de redenção e o que podemos esperar quando a série retornar.
Sem fugir de temas espinhosos, o ator detalhou por que Dex Poindexter colocou Wilson Fisk na mira de seu rifle, analisou a imprevisibilidade mental do atirador e ainda alimentou a expectativa por um novo traje fiel aos quadrinhos. A seguir, reunimos os principais pontos dessa conversa que promete agitar o calendário de séries da Marvel no Disney+.
Tiro de misericórdia: Fisk era o alvo real
A cena do tribunal, em que Bullseye arma o sniper, gerou dúvidas sobre quem ele pretendia derrubar. Bethel foi direto: o alvo sempre foi Kingpin. Para Dex, liquidar o então prefeito de Nova York era a forma definitiva de acertar as contas após anos de manipulação e violência.
Segundo o ator, o desejo de puxar o gatilho nada teve a ver com proteger Matt Murdock. Era um acerto pessoal motivado pela certeza de que ninguém no tabuleiro “merece mais a bala de Bullseye” do que Wilson Fisk. A tensão aumenta porque, mesmo falhando — ele atinge Buck Cashman por engano —, Dex mostrou que ainda guarda munição emocional contra o velho chefão.
A balança da redenção de Bullseye
Em contraste com o instinto de vingança, Bullseye salva o governador McCaffrey de uma emboscada armada por Fisk. O próprio Dex acredita que o ato compensa seus pecados: “Estou pronto para morrer, já equilibrei a balança”, diz ele ao escapar com Daredevil.
Bethel destaca, porém, que essa sensação de paz é frágil. O personagem continua “profundamente instável” e pode oscilar entre heroísmo e carnificina sem aviso. Essa dualidade deixa em aberto qual versão veremos na terceira temporada de Daredevil: Born Again — a redenção pode ser apenas uma pausa antes da próxima tempestade.
Aliança com Mr. Charles amplia a ameaça
Os minutos finais colocam Dex sentado ao lado de Mr. Charles, emissário de operações governamentais sombrias ligadas à enigmática Valentina Allegra de Fontaine. Livre da cadeia e com novos recursos à disposição, Bullseye ganha passe livre para agir fora de Nova York, elevando o nível de risco para qualquer super-herói em atividade.
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Essa parceria, lembra Bethel, “abre um leque de possibilidades narrativas”. Alguns fãs já enxergam aí o primeiro passo para formações mais sombrias de super-equipes. O próprio final da 2ª temporada chegou a ser interpretado como um aceno aos Dark Avengers, tese que ganha força agora que Bullseye trabalha como mercenário patrocinado pelo governo.
Uniformes e expectativas para a 3ª temporada
Depois de estrear o traje azul inspirado nos gibis, Bullseye pode trocar de guarda-roupa novamente. Bethel torce para ver a versão preta e branca, ainda inédita no MCU. O histórico de Daredevil, que já mudou de armadura várias vezes em seis anos de tela, serve de combustível para o otimismo do ator: “Há muito espaço para evolução”.
Uniforme novo ou não, a próxima leva de episódios deve explorar Dex fora de sua zona de conforto, talvez realizando missões secretas antes de cruzar caminho com Jessica Jones, Luke Cage ou Iron Fist. Com Matt Murdock atrás das grades, a cidade fica vulnerável, e a equipe do HeroesBrasil já aposta em confrontos inéditos que podem sacudir o cânone televisivo da Marvel.
Vale a pena ficar de olho na 3ª temporada?
Instável, armado até os dentes e agora financiado por uma figura conspiratória, Bullseye entra no terceiro ano de Daredevil: Born Again mais perigoso do que nunca. Quem acompanha o MCU e não perde um lançamento de séries no Disney+ tem bons motivos para manter o radar ligado — a mira de Dex Poindexter pode virar para qualquer direção.
