Os bastidores do universo cinematográfico da DC passaram por nova reviravolta. Um longa-metragem centrado em Deathstroke e Bane, ainda sem anúncio oficial, começou a ganhar força depois que o estúdio passou a conversar com possíveis diretores.
Segundo fontes próximas à Warner, Greg Mottola desponta como favorito para assumir o projeto, mas outros nomes seguem na disputa. A produção, porém, só avança se o roteiro de Matthew Orton for considerado sólido pelos chefes da DC Studios, James Gunn e Peter Safran.
Como o projeto surgiu nos corredores da DC Studios
Quando Gunn e Safran apresentaram o Capítulo Um do DCU em janeiro de 2023, o suposto filme de Deathstroke e Bane não constava na lista. Ainda assim, a dupla deixou claro que ideias fora do cronograma poderiam ganhar sinal verde se trouxessem boas histórias, prática que já rendeu o vindouro longa do vilão Clayface.
O mesmo caminho parece valer para o encontro entre o mercenário Exterminador e o brutamontes que quebrou a coluna do Batman. A proposta de Orton, roteirista de Moon Knight, teria chamado atenção por unir dois antagonistas icônicos sem depender diretamente do Homem-Morcego, cuja estreia no DCU só deve acontecer em The Brave and the Bold.
Greg Mottola: escolha inesperada, mas familiar ao DCU
Mottola ficou conhecido por comédias como Superbad e Adventureland, o que pode soar estranho para um longa dominado por ação e violência. Contudo, o diretor já trabalhou com Gunn em episódios de Peacemaker, experiência que facilitou a conversa com a DC Studios.
Mesmo liderando a corrida, Mottola não é o único considerado. O estúdio analisa diferentes perfis enquanto Orton finaliza o primeiro rascunho. Caso nenhuma versão do script atinja o padrão exigido por Gunn — que costuma enfatizar “história acima de tudo” — o longa pode ser arquivado, destino que The Authority, por exemplo, enfrenta neste momento.
Desafios de reunir Deathstroke e Bane sem o Batman
Nos quadrinhos, Slade Wilson e Bane raramente se encontram, e quando isso acontece normalmente envolve o Cavaleiro das Trevas. A ausência do herói nos cinemas até a chegada de The Brave and the Bold complica a equação.
Imagem: Spencer Perry
Para contornar o problema, o roteiro estuda explorar a rivalidade de mercenários e criminosos em missões paralelas, algo próximo a crossovers vistos em games como Injustice. Uma abordagem semelhante também foi pensada em adaptações de Mortal Kombat 2, que equilibra vários lutadores sem deixar um personagem central dominar a trama.
A bagagem cinematográfica dos vilões
Bane já esteve nos cinemas duas vezes. Em Batman & Robin (1997), a versão musculosa ganhou críticas por se distanciar dos quadrinhos. A releitura de Tom Hardy em O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) foi mais fiel, inclusive recriando a icônica cena em que o vilão quebra a coluna de Bruce Wayne.
Deathstroke, por sua vez, apareceu brevemente na cena pós-créditos de Liga da Justiça (2017), interpretado por Joe Manganiello, e teve participação maior no corte de Zack Snyder. Um longa que coloque ambos no centro da narrativa seria inédito na telona, algo que desperta interesse do público fã de anti-heróis, segmento que HeroesBrasil acompanha de perto.
Vale a pena ficar de olho?
Com roteiro ainda em desenvolvimento e direção indefinida, o filme de Deathstroke e Bane depende do aval final de Gunn e Safran. Se o estúdio aprovar, poderemos ver dois dos vilões mais temidos de Gotham dividir protagonismo em uma produção que promete ação intensa e conexões estratégicas dentro do DCU.
