Simon Williams estreou na TV com a série Wonder Man e, em poucos dias, o ator fictício que vira super-herói conquistou boa parte do público da Disney+. Mesmo assim, a pergunta que domina as redes é simples: quando ele vai lutar ao lado dos Vingadores?
Brad Winderbaum, chefe de Televisão, Streaming e Animação da Marvel Studios, resolveu esfriar a empolgação. Em entrevista ao podcast Escape Pod, o executivo explicou que o estúdio quer dar tempo para o personagem viver sua própria trama antes de qualquer mega-crossover.
Quem é Wonder Man no cânone do MCU
Nos quadrinhos, Simon Williams já foi reserva, fundador dos West Coast Avengers e fonte das memórias do Visão. Na série, porém, o foco está em sua carreira de ator B em Hollywood. Durante oito episódios, o público acompanha audições tensas, dramas familiares e explosões de energia iônica que custam um tampo de mármore na cozinha da mãe.
Esse recorte mais intimista diferencia o projeto do resto do Universo Cinematográfico da Marvel, que nos últimos anos girou em torno de batalhas cósmicas e portais interdimensionais. A proposta também tenta driblar a chamada “fadiga de super-herói”, tema que virou assunto constante em fóruns e até em declarações de Kevin Feige.
O que Brad Winderbaum disse sobre o futuro nos Vingadores
Questionado se Wonder Man deveria encontrar outros heróis já na próxima fase do MCU, Winderbaum foi categórico: “Vamos dar a ele uma chance de ser Simon Williams por mais um segundo antes de jogá-lo nos Vingadores”. O executivo defendeu que a força da série reside justamente em conflitos menores, como conseguir ou não o papel dos sonhos em um filme de ação barato.
Para ele, quebrar uma ilha de cozinha pode carregar mais emoção do que “99% das naves que explodimos”. A fala reforça a intenção de manter o herói em histórias de escala humana – pelo menos por enquanto.
Por que ainda é cedo para escalar o herói em um crossover
Calendário também pesa. Avengers: Doomsday chega aos cinemas em 18 de dezembro, com elenco já lotado de mutantes, Quarteto Fantástico e os principais nomes do MCU. Colocar Simon ali correria o risco de transformá-lo em figurante de luxo, antes mesmo de o público entender sua jornada de autodescoberta.
Imagem: Divulgação
No fim da primeira temporada, Williams liberta Trevor Slattery da prisão e começa a lidar com a repercussão pública de seus poderes. São pontas soltas que precisam de desenvolvimento orgânico. Pular direto para um time-up com Thor ou Capitão América queimaria etapas e diminuiria o impacto emocional construído até aqui.
Próximos passos possíveis para Simon Williams na Marvel Studios
Apesar da cautela, o estúdio não descarta colocar o herói em um futuro longa ou série de equipe. Quadrinhos mostram que a transição de ator inseguro para vingador pleno leva anos, e a Marvel aparenta seguir ritmo parecido. Um eventual projeto dos West Coast Avengers, por exemplo, combinaria com o tom de série, abriria espaço para participações pontuais e manteria Simon sob holofotes sem abandoná-lo à sombra de nomes maiores.
Outra rota envolve participações em histórias mais sombrias do selo Midnight Universe, recém-anunciado pela Marvel, que explora nuances de terror no MCU. A energia iônica de Wonder Man tem potencial visual e narrativo para enriquecer esse subgênero, caso os roteiristas decidam arriscar.
Vale a pena esperar esse encontro?
Para a equipe da HeroesBrasil, a estratégia faz sentido: quanto mais o público se apegar ao lado humano de Simon Williams, maior será o impacto quando ele finalmente dividir a tela com ícones como Doutor Estranho ou Pantera Negra. Até lá, Wonder Man continua brilhando em histórias de bastidores de Hollywood – e, pelo visto, longe das missões cósmicas dos Vingadores.
