A última década foi generosa com quem ama mundos mágicos, criaturas exóticas e batalhas que testam os limites da imaginação. Vários títulos de peso chegaram ao fim nesse período, mas o término não diminuiu em nada a força que eles exercem sobre leitores do mundo todo.
De narrativas sombrias a epopeias cheias de cores, os melhores mangás de fantasia encerrados recentemente ainda pautam discussões, viram memes e inspiram cosplays. O HeroesBrasil reuniu oito obras que merecem um lugar de destaque na estante de qualquer fã.
Dorohedoro explora a loucura urbana no pós-apocalipse
Ambientado em um beco industrial chamado The Hole, o mangá de Q Hayashida conta a saga de Caiman, um humano com cabeça de réptil em busca do feiticeiro que o amaldiçoou. Entre becos enferrujados e magia visceral, a história mistura horror corporal, humor ácido e cenas de ação quase caóticas.
Apesar do traço aparentemente confuso, cada painel reforça a atmosfera suja e anárquica que define a obra. Encerrado em 2018, Dorohedoro continua sendo citado como um marco de criatividade no gênero, provando que os melhores mangás de fantasia não precisam de reinos medievais para cativar.
Chainsaw Man mostra que heróis também sangram – e muito
Tatsuki Fujimoto colocou Denji, um garoto endividado que vira híbrido de serra elétrica, no centro de um mundo onde medos ganham forma de demônios. Encerrada a primeira parte em 2020, a série deixou um rastro de debates sobre moralidade, ambição e solidão.
O ritmo frenético, a violência gráfica e o humor doentio desafiam padrões do shonen convencional. Mesmo finalizado, o título segue influente, impulsionando adaptações e consolidando seu lugar entre os melhores mangás de fantasia modernos.
Attack on Titan e Demon Slayer redefinem a aventura épica
No universo criado por Hajime Isayama, muralhas titânicas protegem a humanidade de gigantes devoradores. A série, concluída em 2021, subverte expectativas ao abordar política, ética de guerra e ciclos de ódio. Cada revelação ampliou a discussão sobre o que separa monstros de pessoas.
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Já Demon Slayer, finalizado em 2020 por Koyoharu Gotouge, acompanha Tanjiro em sua cruzada contra Muzan para salvar a irmã Nezuko. O enredo direto, aliado ao sistema de respiração que reverbera em cada duelo, transformou o mangá em fenômeno de vendas, preservando o legado das histórias de samurais.
Land of the Lustrous e The Girl from the Other Side brilham pela poesia visual
Land of the Lustrous encerrou seu arco de publicações em 2022 deixando questões existenciais no ar. A jornada de Phos, gema frágil que anseia por propósito, discute identidade e mudanças físicas em um cenário quase etéreo. Seus painéis elegantes ajudaram a popularizar o CGI no anime homônimo.
Em sentido oposto, The Girl from the Other Side aposta em traços suaves para narrar a amizade entre Shiva e o misterioso professor amaldiçoado. Finalizado em 2021, o conto de moralidade e inocência perdida lembra fábulas antigas e reforça que, mesmo sem espadas ou explosões, um mangá pode ser intensamente fantástico.
Vale a pena investir tempo nesses títulos?
Para quem procura densidade temática, arte marcante e universos inesquecíveis, cada um dos oito mangás citados oferece experiências únicas. Mesmo concluídos, eles continuam relevantes tanto para novatos quanto para leitores veteranos em busca de novas jornadas de fantasia.
