Nem chegamos à metade de 2026, mas já é possível perceber que o calendário de estreias está lotado de continuações e reboots. Um dos lançamentos mais curiosos dessa leva é Greenland 2: Migration, que acaba de entrar no catálogo do HBO Max.
O longa pós-apocalíptico chegou à plataforma em 8 de maio, apenas quatro meses depois de uma passagem discreta pelos cinemas. No bolso, o filme carregava um prejuízo considerável, mas traz de volta a família Garrity para mais uma rodada de sobrevivência em um planeta devastado.
Do cinema ao streaming em apenas quatro meses
Lançado em janeiro, Greenland 2: Migration arrecadou cerca de US$ 45 milhões frente a um orçamento de US$ 90 milhões. Com números tão baixos, o estúdio não hesitou em acelerar o caminho até o streaming, movimento que ganhou força depois da boa audiência do primeiro filme no vídeo sob demanda, lá em 2020.
A chegada antecipada também reforça a estratégia do HBO Max em turbinar seu line-up de blockbusters recentes. Em maio, a plataforma já havia incluído sucessos variados, de Crazy Rich Asians a Tomb Raider, e agora aposta na curiosidade do público por histórias de desastre mundial.
Enredo leva a ação para uma Europa congelada
Passados cinco anos desde a queda do cometa que quase extinguiu a humanidade, o roteiro coloca John (Gerard Butler) e Allison Garrity (Morena Baccarin) na árdua missão de deixar o bunker na Groelândia rumo a um suposto refúgio na cratera francesa. Nesse percurso, o trio familiar encara um continente coberto de gelo, radiação e saqueadores.
A troca do suspense de impacto iminente do primeiro longa por uma jornada de sobrevivência lembra títulos como The Road. Atravessar rios gelados e pontes em ruínas são alguns dos momentos de tensão que voltam a colocar Butler no papel de pai resiliente — dinâmica que lembra outras produções que priorizam o drama familiar, como o futuro da sequência de Quarteto Fantástico no MCU, ainda cercado de incertezas.
Crítica divide opiniões, público aprova mais que a mídia
No Rotten Tomatoes, a continuação registrou 49% de aprovação entre especialistas, bem distante dos 78% do filme original. As principais reclamações apontam repetição de fórmulas, excesso de “proteção de roteiro” e pouca ousadia narrativa.
Imagem: Allis Schter
Curiosamente, a audiência reagiu melhor: 66% de aprovação, superando o índice popular do primeiro Greenland. Para muitos assinantes do HBO Max, a química entre Butler e Baccarin e as cenas de adrenalina compensam um roteiro padrão, tornando a produção um passatempo satisfatório para quem curte cenários de desolação — ou para quem se interessa por práticos efeitos de destruição que lembram os clássicos citados em nosso levantamento sobre sete bonecos que definiram o cinema sci-fi.
Maio movimentado no HBO Max
Além de Greenland 2: Migration, o serviço de streaming incluiu em maio filmes como A Good Day to Die Hard, Saltburn e a nova adaptação de Wuthering Heights. Até o fim do mês, chegam ainda o thriller Lurker (15/05) e o blockbuster de monstros Rampage (26/05).
Com esse ritmo, a plataforma da Warner mira tanto quem busca nostalgia quanto quem prefere novidades fresquinhas, mantendo assinantes engajados entre uma maratona e outra — algo que também favorece sites como o HeroesBrasil, que acompanham diariamente os lançamentos para o público geek.
Greenland 2: Migration vale a maratona?
Se você curte filmes catástrofe repletos de paisagens apocalípticas e não se incomoda com soluções de roteiro previsíveis, Greenland 2: Migration entrega duas horas de tensão competente. Já quem espera inovações profundas em relação ao original talvez sinta falta de riscos criativos. Ainda assim, a produção encontra seu espaço no catálogo e prova que, mesmo com bilheteria tímida, o apelo por histórias de sobrevivência continua forte no streaming.
