Frank Castle está de volta ao radar da Marvel com One Last Kill, apresentação especial que chegou ao Disney+ e faz o anti-herói mergulhar numa última noite de sangue. Em pouco menos de uma hora, o roteiro coloca Castle contra uma horda de criminosos sedentos por vingança e, mesmo sem reinventar a roda, entrega a dose de violência que muitos fãs esperavam.
O retorno de Jon Bernthal, agora integrado oficialmente ao MCU, reforça a ideia de que ainda há terreno para histórias mais sombrias na marca. O resultado é um espetáculo conciso, barulhento e que deixa gostinho de continuação, principalmente para quem acompanha as produções do estúdio em séries e cinemas.
Enredo direto: a caçada de Ma Gnucci
A trama se passa após a segunda temporada de O Justiceiro e cruza eventos apresentados em Daredevil: Born Again. Frank Castle, exausto e sem alvos na mira, tenta levar uma vida quase pacata até que Ma Gnucci, matriarca da família criminosa remanescente, coloca preço em sua cabeça.
Judith Light faz da vilã uma figura odiosa, mesmo com pouquíssimo tempo em tela. A força da personagem está na determinação implacável em ver Castle morto, criando o estopim para as sequências de confronto que dominam o especial.
Jon Bernthal entrega a versão mais humana do Justiceiro
Bernthal, que já havia conquistado públicos na era Defensores da Netflix, ajusta o tom: menos sede de vingança, mais vazio existencial. A combinação faz o protagonista transitar de um homem quebrado para o soldado letal que conhecemos, com camadas emocionais inéditas.
Essa evolução sustenta o argumento do ator para levar o personagem ao cinema — desejo revelado em entrevista recente e que repercutiu no HeroesBrasil. Já há campanha declarada de elenco e diretor para um longa-metragem solo, sinal de que One Last Kill funciona como teste de popularidade.
Ação coreografada e violência sem filtros
O ponto alto é o set piece central: uma batalha que atravessa corredores, escadas, telhados e ruas de um prédio de tijolos. Facas, correntes e granadas se juntam ao arsenal de armas de fogo, garantindo criatividade na pancadaria.
Imagem: Divulgação
Apesar da intensidade, a duração enxuta — pouco mais de 50 minutos — deixa a sensação de que a festa acabou cedo. Essa tendência de capítulos curtos já vem sendo notada em outros projetos do estúdio, como apontado no artigo sobre a redução de tempo de tela em reboots.
Conexões futuras dentro do MCU
O roteiro abre espaço para Frank emergir como justiceiro urbano além do trauma familiar. A ponte para o filme Spider-Man: Brand New Day é sugerida, e rumores indicam que outros nomes pesados, como um Hulk clássico, podem cruzar seu caminho, conforme sinalizado em relatórios recentes.
Outra pista importante é a relação com Curt Hoyle, personagem fundamental para a logística de guerra de Castle. O especial evidencia como Hoyle pode ser peça-chave em futuras missões, tema explorado em detalhe neste análise sobre a relevância do aliado.
Vale a pena assistir a O Justiceiro: One Last Kill?
Para quem sentia falta de violência crua no MCU, One Last Kill cumpre o serviço. A história é simples, mas o ritmo frenético, a atuação de Jon Bernthal e o aceno para expansões futuras tornam o especial indispensável para fãs do Justiceiro e curiosos por caminhos mais adultos dentro da Marvel.
