O universo de Dragon Ball conquistou fãs ao redor do mundo por décadas, seja através dos animes, mangás ou filmes. Além disso, os jogos criados para expandir essa paixão nem sempre agradaram. Muitos deles são lembrados por sua baixa qualidade, pouco sabor de luta e gráficos questionáveis. Mesmo assim, esses títulos fazem parte da história, mostrando os altos e baixos da franquia nos videogames.
Embora títulos como FighterZ e Budokai Tenkaichi 3 tenham elevado o padrão, é preciso reconhecer que muitos jogos anteriores e posteriores apresentam problemas sérios. Desde controles frustrantes até histórias mal elaboradas, alguns jogos de Dragon Ball ficaram marcados justamente por suas falhas. A seguir, exploraremos alguns desses exemplos clássicos de decepções para os fãs.
Dragon Ball Z: The Legacy of Goku é pior do que você lembra
Esse título para Game Boy Advance foi a primeira tentativa de transformar Dragon Ball Z em um RPG de ação isométrico. Apesar de seus gráficos agradarem, sua jogabilidade deixa muito a desejar. O combate é praticamente inútil, com personagens que não reagem a golpes, forçando o jogador a usar tiros de energia para sobreviver.
Para quem jogou na época, a sensação de frustração era grande ao perceber que, além de curto, o jogo tinha muito enredo bobo, como Goku procurando revistas antigas ao invés de enfrentar inimigos com questões relevantes do anime. Ainda assim, é considerado um ponto de partida para as sequências melhores, mas sua qualidade é bem questionável.
Apesar de suas limitações, a trilogia melhorou muito com o passar do tempo. Webfoot, desenvolvedora responsável pelos títulos, conseguiu evoluir o conceito de RPG de luta, mas o primeiro, de certa forma, virou uma decepção para os fãs. A sua mecânica de combate, que não permite que golpes tenham efeito real, deixa Goku frágil e as batalhas cansativas.
Dragonball Evolution: mesmo assim, uma das piores experiências
Baseado no filme ruim de mesmo nome, esse jogo de luta para PSP teve a dura missão de agradar os fãs. A grande vantagem foi o combate, que, mesmo simples, foi considerado superior aos demais de Dragon Ball; por outro lado, os personagens pouco atraíram, com modelagens estranhas e arenas vazias.
Ainda assim, muitos esperavam que a história de um título baseado na pior adaptação da franquia fosse uma tragédia. E foi exatamente isso que aconteceu. Boa parte do tempo, o jogo parece uma tentativa de imitar os bons títulos de luta sem conseguir fazer isso de forma convincente. Os controles são desajeitados e o roster limitado não ajuda quem quer reviver as melhores lutas do anime.
Mesmo assim, a presença de Chow Yun-Fat como personagem jogável trouxe um diferencial divertido, mas não consegue salvar a experiência como um todo. Para quem busca um jogo de Dragon Ball com potencial de diversão, este não é o ideal.
Ultimate Tenkaichi: o combate mais fraco entre todos
Esse título para Xbox 360 e PS3 foi muito divulgado por sua aparência gráfica. As cutscenes e o design dos personagens prometiam uma experiência cinematográfica. Porém, o sistema de combate decepcionou profundamente, baseado numa mecânica de Jan Ken Po com QTEs, que transformava cada luta em um 50/50 previsível.
Batalhas invariavelmente se tornaram tediosas, com poucas variações. Cada personagem, mesmo os mais diferentes na franquia, parecia igual durante o combate. Sua jogabilidade repetitiva e o sistema de controle fraco tornaram o game uma das maiores decepções dos jogos de Dragon Ball. Uma experiência que não vale a pena para quem busca ação realista ou engajadora.
Apesar de ter gráficos bonitos, o combate altamente previsível e a inteligência artificial pouco desafiadora tornaram a experiência insatisfatória. O excesso de QTEs acabou tornando a batalha mecânica e sem graça.
Dragon Ball GT Final Bout: um erro na era do PS1
Publicada pela Tose, essa luta para PlayStation foi marcada pelo seu sistema de controle rígido e uma resposta ruim aos comandos. Seus controles lentos e pouco responsivos fizeram qualquer combate parecer uma luta debaixo d’água. Os fãs que tinham uma cópia na época se lembram de que a jogabilidade praticamente não existe, apesar de alguns pontos positivos, como a primeira aparição de Goku na forma Super Saiyan 4.
Sua direção de arte também não ajudou, apresentando gráficos desatualizados até para os padrões do final dos anos 90. As animações e modelos tinham proporções totalmente desajeitadas, além de um sistema de golpes infinito, que causava problemas como golpes juggles e hitboxes ruins — tudo isso prejudicando ainda mais a experiência de combate.
Se a história até tem seus momentos de destaque, o foco mesmo fica por conta dos controles horríveis e o design pouco atrativo. Para quem aprecia uma boa luta de DBZ, esse título difícil de recomendar é uma das piores experiências da era do PlayStation.
Dragon Ball Z Sagas: uma decepção do universo de Dragon Ball
Diferente do que muitos esperavam de um jogo baseado em Dragon Ball Z, Sagas para PlayStation 2, Xbox e GameCube acabou sendo uma franquia frustrada. A proposta de um jogo de ação que fugisse do estilo de luta não se concretizou. Goku e seus amigos percorriam corredores superlineares, com ataque limitado a tiros de energia sem profundidade.
O grande problema foi a jogabilidade limitada, que oferece poucos movimentos e combinações. Além disso, os inimigos possuem armaduras que reduzem significativamente o poder dos personagens, fazendo o combate parecer fraco. A ausência de mecânicas de ataque variadas e a lentidão do protagonista deixaram a experiência rasa e sem graça.
Para os fãs, a expectativa de uma aventura de Dragon Ball mais épica foi frustrada por um jogo que parece uma versão arrastada dos jogos clássicos de luta. Sua estrutura repetitiva e seus gráficos que envelheceram mal colaboraram para um resultado decepcionante, deixando a desejar na maior parte do tempo.
Vale a pena ainda jogar esses jogos?
Com tantos títulos ruins na história de Dragon Ball, fica a dúvida: ainda vale a pena experimentar esses jogos para entender sua importância na franquia? Dependendo da sua paixão por histórias ruins ou pelo desafio de completar jogos ruins, alguns podem até se divertir com eles. Porém, para quem busca uma experiência mais próxima do anime ou algo mais técnico, opções como Dragon Ball FighterZ ou Xenoverse continuam como melhores escolhas.
Se você se interessa por jogos que realmente representam a essência de Dragon Ball de forma divertida e bem-feita, o ideal é mirar pelos títulos de maior sucesso. Porém, reconhecer esses jogos ruins faz parte de entender a evolução dos videogames na franquia que tanto amamos. Assim, a história dos games de Dragon Ball mostra que nem sempre o objetivo foi fazer jogos clássicos, mas também deixar o público com boas risadas ou memórias curiosas de uma época cheia de tentativas.
Imagem: GameRant
