Quando se fala em raças poderosas da fantasia, os anões de J.R.R. Tolkien ocupam lugar de destaque. Criados literalmente a partir da pedra pelo Vala Aulë, eles combinam resistência física, habilidade bélica e uma cultura voltada ao combate corpo a corpo.
O ranking abaixo revisita The Hobbit e O Senhor dos Anéis para listar, da 17ª à 1ª posição, quem realmente impôs respeito nos campos de batalha. Tudo é baseado em registros canônicos dos livros e nas versões cinematográficas de Peter Jackson, sem adicionar nenhum feito fora dessas fontes.
A origem robusta dos anões na Terra-média
Ao contrário de Elfos e Homens, os anões não foram concebidos por Eru Ilúvatar; foram esculpidos por Aulë. Essa gênese confere ao povo de Durin um físico naturalmente resiliente, ideal para cavernas profundas, metalurgia pesada e guerras prolongadas.
Tal contexto histórico explica por que suas linhagens produziram reis guerreiros capazes de segurar linhas inteiras contra orcs, dragões e até legiões de Sauron. Erebor, Khazad-dûm e as Colinas de Ferro são marcos desse legado.
Metodologia para ranquear força
Força aqui não é apenas músculo. O critério mescla feitos individuais (como matar um líder orc), resistência sob pressão e liderança em batalhas decisivas. Quem sobreviveu a Azanulbizar, ao cerco da Montanha Solitária ou à Guerra do Anel ganhou pontos extras.
Também se levou em conta o impacto político e militar de cada anão. Por exemplo, Thrór foi rei de um período próspero, mas suas últimas escolhas levaram à tragédia, reduzindo sua posição. Já Balin, mesmo caindo em Moria, comandou a retomada por cinco anos, o que pesa positivamente.
Do 17º ao 9º lugar: guerreiros de apoio
17) Bombur – Conhecido mais pelo porte avantajado que por façanhas marciais. Chegou a precisar de seis anões para ser carregado após o fim da jornada.
16) Ori – Sério e corajoso, mas seu destaque foi como cronista. Morreu em Moria escrevendo o Livro de Mazarbul, não empunhando o machado.
15) Nori – Especialista em furtividade; prefere evitar confronto direto. Seu bastão de três pontas aparece em lutas em grupo, mas sem feitos épicos.
14) Bofur – Empunha uma picareta com competência, porém opta por cuidar de companheiros feridos em vez de buscar a linha de frente.
13) Bifur – No cinema, a lâmina cravada em sua testa rende presença marcante; nos livros, quase nem possui passagem individual de combate.
12) Dori – Tolkien menciona ser o mais forte fisicamente da companhia de Thorin, capaz de carregar Bilbo nas costas durante fuga de goblins. Atua mais na defesa.
11) Glóin – Veterano sólido. Passou sua machadinha ao filho Gimli, que depois brilhou em Helm’s Deep. Compareceu ao Conselho de Elrond, prova de prestígio duradouro.
10) Thrór – Rei de Erebor no auge da riqueza, mas sucumbiu à doença do ouro e caiu em Moria, vítima dos orcs que antes enfrentara.
Imagem: Marco Vito Oddo
9) Óin – Além de curandeiro, empunha bastão de ferro com experiência. Chegou mais longe que muitos em Moria antes de cair para o Vigia na Água.
Top 8: lendas da linhagem de Durin
8) Balin – Conselheiro de Thorin e veterano de Azanulbizar. Liderou a missão de retomar Khazad-dûm e governou por meia década até sua morte heroica.
7) Thráin II – Sobreviveu à guerra contra Azog e manteve Durin em segurança durante o exílio. Capturado e corrompido em Dol Guldur, mas seu passado como comandante pesa muito.
6) Kíli – Arqueiro de elite, algo raro entre anões. Sua agilidade o destaca em duelos a curta distância. Caiu defendendo Thorin na Batalha dos Cinco Exércitos.
5) Fíli – Herdeiro direto de Thorin; combate duplo com lâminas escondidas. Está sempre na vanguarda das missões mais arriscadas. Morreu ao lado do tio, mantendo intacta a linha de sucessão em campo.
4) Dwalin – Gigante musculoso que viveu exclusivamente para a guerra. Participou de Azanulbizar e, durante toda a jornada de Erebor, foi o braço direito de Thorin.
3) Gimli – Documentado em três grandes batalhas da Guerra do Anel. Só em Helm’s Deep, abateu 42 Uruk-hai, superando o próprio legado familiar. Depois ainda marchou ao Portão Negro.
2) Dáin Pé-de-Ferro – Matou Azog nas Colinas de Ferro enquanto jovem e, décadas depois, quebrou o cerco na Montanha Solitária. Defendeu Erebor até a morte já idoso, segurando o portão contra Orientais.
1) Thorin Escudo-de-Carvalho – Após perder o escudo em Azanulbizar, empunhou um galho de carvalho para abrir caminho entre orcs, daí o apelido. Liderou a companhia de 13 anões numa missão considerada impossível, virou o rumo da Batalha dos Cinco Exércitos num contra-ataque feroz e, nos filmes, matou Azog com as próprias mãos.
A resistência de Thorin vira referência clara quando comparada a outros universos de cultura pop onde personagens retornam de forma surpreendente, caso de Kano e Kung Lao em Mortal Kombat II, mostrando como boas narrativas adoram um guerreiro imbatível.
Vale a pena revisitar O Hobbit e O Senhor dos Anéis?
Para fãs de animes, games, filmes e séries, a jornada desses 17 anões oferece um manual de caracterização épica: habilidades distintas, motivações claras e clímaxes memoráveis. Reassistir aos longas ou reler os livros ajuda a entender por que a mitologia de Tolkien continua influenciando franquias contemporâneas comentadas diariamente no HeroesBrasil.
