A franquia Resident Evil está prestes a viver um 2026 movimentado. Além do aguardado game Resident Evil Requiem, a série de terror da Capcom ganhará uma adaptação cinematográfica comandada por Zach Cregger, conhecido por Weapons.
O primeiro teaser já está no ar e, junto com ele, surgiu uma enxurrada de teorias a respeito de onde o longa se encaixa dentro da linha do tempo oficial. De um lado, o diretor garante que a trama acontece em paralelo aos eventos de Resident Evil 2; do outro, fãs detectam pistas visuais que sugerem algo bem diferente.
O que Zach Cregger revelou sobre o Resident Evil filme
Em entrevistas recentes, Cregger explicou que seu roteiro se passa durante o Incidente de Raccoon City, ponto central do jogo de 1998. Segundo ele, a proposta é acompanhar outra perspectiva daquele caos, criando um enredo “lado B” enquanto Leon Kennedy e Claire Redfield lutam pela sobrevivência nos games.
O cineasta, porém, deixou claro que não buscou uma adaptação quadro a quadro. A prioridade, afirmou, foi entregar um filme de horror de sobrevivência que capturasse o espírito da marca, sem ficar preso a cada detalhe canônico.
Inconsistências que a comunidade encontrou no trailer
Minutos depois da estreia do teaser, fóruns no Reddit e redes sociais foram inundados por capturas de tela mostrando carros cobertos de neve e o protagonista Bryan segurando o que parece ser um iPhone. Esses elementos contrariam o cenário outonal de 1998 apresentado em Resident Evil 2, que ocorre entre 23 de setembro e 1º de outubro.
Para muitos jogadores, o simples fato de existir um smartphone moderno já empurraria a narrativa para os dias atuais. A crise, portanto, não seria em 1998, mas possivelmente em pleno 2026, ano de lançamento do longa e do novo jogo.
Como o filme pode ter ajustado a linha do tempo
Alterar datas em adaptações não é novidade. A série The Last of Us, por exemplo, antecipou o surto de 2013 para 2003 sem prejudicar a essência da história. Cregger pode ter adotado lógica parecida: transportar o desastre de Raccoon City para o inverno contemporâneo, justificando a neve e os aparelhos atuais.
Imagem: Chris Agar
Outra hipótese envolve o objeto na mão de Bryan: o que lembra um iPhone poderia ser, na verdade, apenas uma lanterna compacta. Caso esse detalhe seja confirmado, o filme continuaria situado nos anos 90, eliminando a suspeita de anacronismo. A dúvida só será resolvida na versão final, mas o debate já impulsiona a curiosidade e mantém o título em alta no radar de sites como HeroesBrasil.
O que esperar da estreia nos cinemas
Descrito por executivos como “Mad Max: Estrada da Fúria do terror”, o longa promete ação contínua, tensão ininterrupta e foco absoluto na fuga de Bryan durante a infecção viral. Fãs mais rigorosos ainda aguardam respostas sobre conexões com personagens clássicos, mas a equipe criativa vem enfatizando que essa é uma história autocontida.
Se a abordagem funcionar, Resident Evil pode replicar a boa fase vivida por outras franquias que revisitaram suas origens de forma ousada. Um exemplo recente é Mortal Kombat, cuja sequência também pretende reviver personagens supostamente mortos, segundo o roteirista explicou em detalhes. A liberdade criativa, portanto, virou regra e não exceção em Hollywood.
Resident Evil filme vale a pena?
Para quem acompanha a série desde os tempos de PlayStation ou só quer um survival horror intenso nos cinemas, a produção de Zach Cregger surge como aposta interessante. Resta descobrir se o diretor conseguirá equilibrar respeito ao material original e frescor suficiente para surpreender veteranos e novatos.
