O comando da Xbox mal esquentou a cadeira e já mudou de mãos. Em fevereiro, Asha Sharma assumiu a marca e, em menos de três meses, iniciou uma reforma profunda no alto escalão.
Agora, a executiva aposta em nomes que a acompanharam no núcleo de Inteligência Artificial da Microsoft para turbinar a divisão de jogos. A manobra mira reforçar o time técnico antes da chegada do misterioso Project Helix, o futuro console da companhia.
Nova CEO mexe no tabuleiro da Xbox
Asha Sharma foi nomeada CEO da Xbox em 23 de fevereiro, logo após o anúncio de aposentadoria de Phil Spencer, rosto público da marca por mais de uma década. Antes de vestir a camisa gamer, Sharma presidiu a plataforma CoreAI de 2024 ao início de 2026 e acumulou passagens técnicas por Meta e Instacart.
Com esse currículo, não surpreende que a líder queira importar a mentalidade data-driven da IA para o entretenimento. Em comunicado interno obtido pela CNBC, a chefe explicou que a missão é “entregar impacto rapidamente” ao consumidor, sem se prender apenas a questões internas.
Quem são os cinco reforços vindos do CoreAI
O pacote de contratações inclui cinco profissionais de peso, quatro deles ex-CoreAI:
- Jonathan McKay – novo head de crescimento, exerceu a mesma função no CoreAI e colaborou com o ChatGPT na OpenAI.
- Tim Allen – vice-presidente de design na antiga área, assume agora a liderança de design da Xbox.
- Evan Chaki – gerente-geral do CoreAI, comandará um time dedicado a simplificar fluxos de trabalho na divisão.
- Jared Palmer – vice-presidente de produto na área de IA, deverá atuar em engenharia, infraestrutura e ferramentas de desenvolvimento.
- David Schloss – vindo da Instacart, chefiará o negócio de assinaturas e nuvem, área crítica para o Xbox Game Pass.
A CEO descreveu o quinteto como “líderes com expertise técnica e de consumo que ainda não temos”. A declaração reforça a leitura de mercado: a companhia quer ampliar capacidades antes de disputar espaço com consoles rivais e serviços de streaming de jogos.
Mudanças internas miram a próxima geração
Segundo Sharma, parte do planejamento envolve “aposentar recursos que não se alinham ao futuro da marca”. Um exemplo já divulgado é a função Copilot, que será gradualmente desativada em dispositivos móveis e deixará de ser desenvolvida para consoles.
Imagem: GameRant
A prioridade parece ser abrir caminho para o Project Helix, projeto de próxima geração que pode sofrer com a escassez global de memória — preocupação admitida pela própria CEO. Enquanto isso, iniciativas paralelas, como o Xbox Mode no Windows 11, mostram como a empresa busca integrar PC e console em um mesmo ecossistema.
Saídas de veteranos e fase de transição
Reestruturações trazem chegadas e despedidas. Dois funcionários com 24 anos de casa, Kevin Gammill e Roanne Sones, estão de saída. Sones, porém, permanece até o fim do verão do hemisfério norte e voltará como consultora. Somam-se às mudanças as saídas anteriores de Phil Spencer e da ex-presidente Sarah Bond, que também atuam como conselheiros durante a transição.
Com tantos nomes experientes deixando a linha de frente, a aposta na turma de IA ganha ainda mais peso. O HeroesBrasil apurou que o mercado observa a movimentação de perto, já que a divisão de jogos da Microsoft costuma definir tendências no setor — do Game Pass a discussões envolvendo IA, como ocorreu recentemente com Randy Pitchford e a polêmica de selfies geradas por computador.
Vale a pena ficar de olho?
A chegada de especialistas em IA e produtos digitais sinaliza que o Xbox quer acelerar entregas e inovar antes da estreia do Project Helix. Para quem acompanha o universo gamer, vale monitorar como essas mudanças vão impactar o catálogo do Game Pass, a evolução da nuvem e, claro, o próximo console da gigante de Redmond.
