Uma nova onda de vídeos “ragebait” no YouTube sacudiu a galáxia ao sugerir que a Disney planeja eliminar a trilogia sequela de Star Wars do cânone. A tese ganhou força com criadores que juram ter “fontes anônimas” ligando a segunda temporada de Ahsoka a um suposto “reset” total.
Investigamos os bastidores e conversamos com profissionais próximos às produções. O resultado é simples: não existe qualquer movimento interno para riscar episódios VII, VIII e IX. Pelo contrário, o estúdio parece cada vez mais empenhado em ampliar a presença desse arco no cinema, na TV, nos livros e nos games.
De onde vieram os boatos sobre o “reset” da trilogia sequela de Star Wars
A faísca surgiu em redes sociais durante homenagens ao lançamento original da Trilogia Thrawn, escrita por Timothy Zahn. Alguns fãs aproveitaram a data para pedir adaptações diretas dos livros e, no embalo, pressionaram pela exclusão dos longas recentes.
Canais que apostam em polêmicas viram nisso terreno fértil. Um dos mais citados alegou que a Lucasfilm usaria a série Ahsoka para “destruir” a linha temporal atual – ideia reforçada por thumbnails com Death Stars explodindo pôsteres de O Despertar da Força. Nada disso, porém, é corroborado por roteiristas ou produtores.
Números que sustentam a trilogia sequela de Star Wars
A performance financeira é o primeiro escudo contra qualquer rumor de cancelamento. O Despertar da Força arrecadou mais de 2 bilhões de dólares, mantendo-se no top 10 mundial até hoje. Somados, os três filmes renderam cerca de 4,4 bilhões.
Essa bilheteria coloca a trilogia sequela de Star Wars entre os investimentos mais lucrativos da história recente da Disney. Para uma empresa que vive de franquias, abandonar um filão desse tamanho soaria ilógico.
Como a Disney já amarra a trilogia sequela em outras mídias
Nos bastidores, o foco é integrar melhor esse período. O livro Shadow of the Sith explora a origem de Rey, enquanto The Bad Batch apresentou o Projeto Necromancer – etapa-chave na clonagem que traz Palpatine de volta.
Imagem: Tom Bac
Dentro do streaming, The Mandalorian trouxe os Anzellans e referências diretas aos laboratórios imperiais, conectando a trama de Grogu à engenharia genética vista em A Ascensão Skywalker. O próprio Dave Filoni, agora copresidente da Lucasfilm, supervisiona esses ganchos; sinal claro de que ele não repudia a trilogia, como sugerem certos youtubers. Aliás, um sneak peek de The Mandalorian e Grogu indica que o próximo longa seguirá expandindo esse trecho da linha do tempo.
Próximos projetos ambientados após A Ascensão Skywalker
A Lucasfilm programa Starfighter, dirigido por Shawn Levy, para o 50º aniversário da franquia em 2027. A trama se passa cinco anos depois do fim da Primeira Ordem, fornecendo o primeiro vislumbre oficial da galáxia pós-trilogia sequela de Star Wars.
No papel, Cavan Scott (The Jaws of Jakku) e Madeleine Roux (Legacy) também mergulham nesse intervalo, enquanto Kwame Mbalia detalha o passado de Finn em The Last Order. É um fluxo contínuo de conteúdos novos, oposto à ideia de apagar tudo do mapa.
Vale a pena acreditar nos rumores?
Com lucros robustos, cronograma cheio e envolvimento direto de executivos como Filoni, a trilogia sequela de Star Wars permanece firme no cânone. Rumores de “apagão” surgem e desaparecem, mas, como já ocorreu em outras polêmicas de cultura pop — lembre o pânico em torno de supostos cortes em franquias de terror como Evil Dead —, costumam ser fogo de palha. Para o HeroesBrasil, a aposta atual da Disney é expandir, não retroceder, mantendo viva a fase que apresentou Rey, Finn, Poe e Kylo Ren a toda uma geração.
