O catálogo do Peacock começou o mês com uma boa surpresa para fãs de pancadaria e bom humor: “The Rundown” (2003) aterrissou no serviço no dia 1º de maio. O longa, que no Brasil ganhou o título “Bem-Vindo à Selva”, marcou um ponto de virada na carreira de Dwayne Johnson, ajudando o ex-lutador a se firmar como herói de ação em Hollywood.
Lançado há 21 anos, o filme reúne aventura na selva, humor físico e uma participação relâmpago de Arnold Schwarzenegger, vista por muitos como “passagem de tocha” entre gerações de brucutus do cinema. Agora, os assinantes podem redescobrir a produção e entender por que ela ainda figura entre os trabalhos mais divertidos do astro.
A trama maluca de “The Rundown”
No longa dirigido por Peter Berg, Johnson vive Beck, caçador de recompensas que sonha largar o submundo do crime e virar chef de cozinha. Para quitar dívidas, ele aceita ir até a Floresta Amazônica atrás de Travis (Seann William Scott), filho rebelde de um chefão de Las Vegas.
O plano desanda quando a dupla esbarra no vilão Hatcher, interpretado por Christopher Walken, um barão da mineração que escraviza moradores locais em busca de um artefato lendário. Entre golpes de capoeira, explosões e muita lama, o protagonista precisa escolher entre cumprir a missão ou ajudar um povo inteiro a se libertar.
Importância do filme na ascensão de Dwayne Johnson
Até então, o ex-WWE era visto como curiosidade de estúdio, depois de participações em “O Retorno da Múmia” e “O Escorpião Rei”. “The Rundown” foi o primeiro teste real de fogo como protagonista “civil”, sem fantasia ou CGI exagerado.
Críticos elogiaram o carisma do ator, sua habilidade cômica e, sobretudo, o uso majoritário de cenas de ação práticas, que deixaram em evidência sua agilidade. Com 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção continua entre as vinte melhor avaliadas de Johnson.
Recepção financeira e redescoberta no streaming
Apesar das boas críticas, o orçamento de 85 milhões de dólares pesou. O longa faturou 80 milhões mundialmente, número considerado tímido para o mercado de 2003. Isso fez com que o título fosse engavetado em muitas prateleiras de DVD e raramente lembrado nas listas de grandes sucessos do ator.
Imagem: Allis Schter
Com a chegada ao Peacock, a história ganha fôlego novo. O serviço também adicionou títulos como “Cowboys & Aliens”, “Dunkirk” e “Battle: Los Angeles”, reforçando o pacote de blockbusters disponíveis no mês. Para quem curte terror metalinguístico, vale lembrar que o slasher The Final Girls também apareceu recentemente em plataforma gratuita, mostrando como obras antes esquecidas podem conquistar uma segunda vida online.
Elenco e curiosidades que fazem diferença
Além de Johnson e Scott, o filme traz Rosario Dawson como a destemida bartender Mariana, peça-chave na rebelião contra Hatcher. A participação surpresa de Schwarzenegger dura poucos segundos, mas virou referência pop: ao cruzar Beck em um corredor de boate, o ícone de “Exterminador do Futuro” solta um “have fun” e segue o baile.
Outro destaque é a coreografia das lutas, que misturam jiu-jitsu, capoeira e movimentos de wrestling, sem depender de dublês em excesso. Peter Berg revelou à época que queria algo “pé-no-chão”, contrastando com a moda de efeitos computadorizados do início dos anos 2000. A aposta rendeu sequências memoráveis, como o embate no meio da selva sob chuva torrencial.
Vale a pena apertar o play em 2024?
Para quem acompanha HeroesBrasil, “The Rundown” entrega diversão direta, ritmo acelerado e o nascimento de um astro que hoje comanda franquias bilionárias. Se você procura 104 minutos de bagunça bem-humorada e porradaria raiz, a aventura no Peacock pode ser a pedida perfeita neste fim de semana.
