Dan Stevens não para. Depois de emendar sucessos como Legion e Abigail, o britânico embarca em dois projetos de peso: a série The Terror: Devil in Silver, da AMC, e o filme Godzilla x Kong: Supernova, novo capítulo do Monsterverse.
Em conversa exclusiva com veículos internacionais, o ator revelou por que topar trabalhar em um manicômio fictício pode ser tão assustador quanto encarar titãs gigantes. E, segundo ele, as duas produções entregam bem mais do que monstros: servem também como provocações sociais.
Dan Stevens mergulha no terror psicológico em Devil in Silver
Baseada no livro de Victor LaValle, a minissérie acompanha Pepper, carregador de mudanças do Queens que é internado à força no Hospital Psiquiátrico New Hyde para uma observação de 72 horas. Dentro dos corredores decadentes, o personagem enfrenta funcionários hostis, pacientes atormentados e a suspeita de que uma entidade demoníaca ocupa um quarto trancado no fim do hall.
Stevens descreve o projeto como “assustador e comovente”, porque mistura crítica ao sistema de saúde mental dos Estados Unidos com uma história sobrenatural de ritmo lento. Para ele, o formato em seis episódios permite desenvolver figuras secundárias – dos pacientes aos enfermeiros – e revelar como todos sofrem em um ambiente subfinanciado.
Retorno ao Monsterverse em Godzilla x Kong: Supernova
Enquanto grava Devil in Silver, Dan Stevens já vive novamente o aventureiro Trapper em Godzilla x Kong: Supernova. O ator garante que o novo longa está “fora deste mundo” e acrescenta que a continuação reúne “tudo o que o público ama – e ainda mais”.
A produção, que sucede Godzilla x Kong: O Novo Império, promete levar a briga entre os dois titãs a um nível interplanetário. Stevens não adiantou detalhes, mas indicou que a química entre elenco humano e criaturas digitais será expandida. A confiança do estúdio lembra o entusiasmo recente em torno de franquias como Mortal Kombat II, cuja recepção recorde no Rotten Tomatoes empolgou fãs para um possível terceiro filme segundo dados divulgados.
Como o gênero de horror permite críticas sociais
Veterano em suspenses como The Guest, o ator diz que o horror é “um playground” para criadores que querem “bagunçar” convenções e, ao mesmo tempo, inserir comentários sobre temas espinhosos. No caso de Devil in Silver, a discussão gira em torno da precariedade de hospitais psiquiátricos e do estigma sobre doenças mentais.
Imagem: Bryan Cairns
Stevens compara o processo a “tocar dois instrumentos ao mesmo tempo”: divertir com monstros enquanto cutuca questões reais. Ele afirma que poderia ter feito um drama sombrio sobre saúde pública, mas preferiu “vestir a crítica com fantasia”, o que ecoa outras produções que transformaram obras literárias em clássicos, como lembram os fãs de cinema fantástico em diversas discussões.
Elenco e ambientação transformam o asilo em caldeirão de tensão
A minissérie reúne nomes experientes para dar vida tanto a internos quanto a funcionários exaustos. Segundo Stevens, esse conjunto de “personagens falhos, mas humanos” aumenta a empatia do público e aprofunda o impacto de cada susto.
O ator destaca ainda o cenário fechado como fator de paranoia: portas trancadas, remédios forçados e a incerteza sobre o que é delírio ou realidade. Para quem curtiu a violência gráfica de Abigail, Stevens avisa: Devil in Silver aposta mais em clima psicológico, com menos litros de sangue e mais dilemas morais.
Vale a pena ficar de olho em Devil in Silver?
Com seis capítulos, crítica social afiada e Dan Stevens em estado de graça, The Terror: Devil in Silver surge como opção certeira para fãs de horror que buscam algo além de sustos fáceis. Já Godzilla x Kong: Supernova reforça a presença do ator no circuito blockbuster, consolidando-o como nome querido pelo público geek que acompanha o HeroesBrasil.
