Um roteiro engavetado voltou aos holofotes da indústria de animação. Depois de ser rejeitado pela Sony Pictures Animation, o longa Afterworld, criado por Matt Braly (Amphibia), foi abraçado pelo estúdio tailandês Monk Studios e abriu caminho para sair do papel.
A notícia chega num momento em que fãs de animes, games, filmes e séries buscam novidades promissoras para os próximos anos — afinal, já estamos de olho em produções como as que figuram na lista dos filmes mais aguardados do verão de 2026. Agora, Afterworld entra oficialmente nesse radar.
Afterworld renasce na Tailândia
Braly confirmou que o Monk Studios, sediado em Bangcoc, adquiriu os direitos de produção do filme. O estúdio, conhecido por trabalhos de alta qualidade em computação gráfica, aposta na obra como seu primeiro grande projeto autoral.
Apesar do entusiasmo, o diretor deixou claro que o título ainda não está financiado nem em produção oficial. O passo seguinte será a busca por coprodutoras e investidores no Festival de Annecy, principal vitrine mundial para animação, onde a equipe pretende apresentar artes conceituais e trechos de storyboard.
Como o projeto foi salvo
Depois de receber um “não” da Sony, Afterworld parecia fadado a ficar na gaveta. Entretanto, a intensa mobilização dos fãs nas redes sociais chamou atenção de diversos estúdios independentes. Foi assim que o Monk Studios entrou na jogada e, segundo Braly, “abraçou com paixão” a proposta de ressuscitar o longa.
O burburinho gerado pelo público foi fundamental. Segundo o próprio criador, o interesse orgânico dos seguidores — o mesmo tipo de engajamento que impulsionou produções cultuadas como certos filmes de desastre que viram diversão imediata no streaming — convenceu investidores de que existe mercado para histórias originais fora do eixo hollywoodiano tradicional.
Os novos caminhos de Matt Braly
A agenda do animador não para em Afterworld. Neste ano, ele fundou a Fantasy Project, seu próprio estúdio independente, para desenvolver Clara & The Below, uma minissérie que revisita O Quebra-Nozes sob um viés sombrio. Os episódios, de seis a oito minutos, formarão um curta de 24 minutos no corte final.
Imagem: Evan Valentine
O financiamento veio pelo Kickstarter e atingiu a meta em menos de 15 minutos, acumulando mais de 443 mil dólares. O feito coloca Braly entre criadores que conseguem mobilizar comunidades inteiras, algo que o portal HeroesBrasil destacou como tendência para quem acompanha o universo geek.
Volta ao universo de Amphibia
Mesmo explorando novos projetos, Braly não esqueceu a série que o consagrou. Em novembro, chega às lojas Amphibia: Strange Voyage, sequência em quadrinhos ambientada anos após a batalha contra o Núcleo. A trama acompanha os Plantars em uma jornada marítima que desemboca numa ilha cheia de mistérios.
O quadrinho expande o cânone da animação original, reforçando o apelo entre antigos fãs e novos leitores. Esse retorno, aliado ao desenvolvimento de Afterworld, mostra que o criador equilibra nostalgia com propostas inéditas — movimento semelhante ao de franquias que, mesmo depois de bilheterias modestas, ganham sobrevida, como aconteceu com 28 Years Later 3.
Vale a pena ficar de olho?
Com o Monk Studios em busca de parceiros e o interesse dos fãs em alta, Afterworld tem potencial para se tornar o próximo caso de sucesso nascido fora do circuito tradicional. Nada está oficializado, mas a movimentação de Braly e o histórico de apoio do público indicam que o projeto merece acompanhamento atento pelos entusiastas de animação.
