Nem toda produção do MCU se transforma em arrasa-quarteirão. Entre lançamentos lotados de cenas pós-créditos, fases inteiras interligadas e expectativas altíssimas, alguns filmes da Marvel acabaram rendendo menos do que o estúdio previa. Ainda assim, crítica e público que conferiram essas obras concordam: a qualidade estava lá.
A seguir, o HeroesBrasil relembra quatro filmes da Marvel que mereciam cifras muito maiores e explica os principais fatores que atrapalharam cada estreia, do excesso de concorrência a greves em Hollywood. Prepare o passaporte para essa viagem pelos tropeços financeiros do Universo Cinematográfico Marvel.
Thunderbolts ficou sem fôlego entre lançamentos concorrentes
Lançado em 2025, Thunderbolts fechou sua corrida mundial com 380 milhões de dólares. Para qualquer estúdio tradicional seria um bom número; para a Marvel, acostumada a casas de 500 milhões para cima, soou como decepção.
O longa chegou aos cinemas em um ano lotado. Meses antes, Capitão América: Brave New World já dividia atenções, enquanto Quarteto Fantástico: First Steps despontava no calendário de julho. No meio desse congestionamento, o time formado por anti-heróis e coadjuvantes pouco conhecidos não encontrou espaço para brilhar.
Curiosamente, quem assistiu aprovou. A produção foi elogiada por tratar temas mais sombrios e por preparar terreno para Avengers: Doomsday, grande evento que reunirá Vingadores e X-Men. Se o longa tivesse carregado desde o início o subtítulo surpresa revelado nas últimas semanas de divulgação, talvez a bilheteria contasse outra história.
Viúva Negra enfrentou a pandemia e um lançamento híbrido
Os fãs pediam um filme solo da heroína desde 2012, mas ele só chegou em 2021, dois anos depois do sacrifício de Natasha em Vingadores: Ultimato. Viúva Negra estreou em meio à reabertura gradual de salas de cinema e recebeu lançamento simultâneo em Disney+, via Premier Access.
A estratégia ajudou o público que evitava aglomerações, porém prejudicou a arrecadação: 379 milhões de dólares. Scarlett Johansson entregou ação de sobra e expandiu a mitologia da personagem, mas fatores externos definiram o destino financeiro.
Ainda assim, o longa consolidou Yelena Belova como nova peça do tabuleiro e manteve o interesse por futuros spin-offs, como o possível romance de Peter Parker mencionado em novas produções da Marvel.
Imagem: Divulgação
Shang-Chi quebrou recordes da era covid, mas podia mais
Primeiro herói totalmente inédito da Fase 4, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis apresentou Simu Liu ao MCU em um filme de artes marciais recheado de fantasia. Mesmo com críticas positivas, a aventura parou em 430 milhões de dólares.
O lançamento veio em setembro de 2021, quando muitas salas ainda operavam com capacidade reduzida. Após 45 dias, o título chegou ao Disney+ como aluguel premium, reduzindo ainda mais a vida útil nos cinemas. Apesar disso, quebrou recordes pandêmicos e virou peça-chave para a futura batalha contra Kang.
The Marvels sofreu sem divulgação e virou alvo de ataques
Com capitãs, cadetes e bruxas no pacote, The Marvels tinha tudo para repetir o sucesso de Capitã Marvel, mas fechou a conta em modestos 206 milhões de dólares, a menor marca da história do estúdio.
O filme funcionava como sequência de três atrações diferentes: Capitã Marvel, Ms. Marvel e WandaVision. Esse “dever de casa” afastou parte do grande público, segundo o próprio Kevin Feige. Para piorar, a greve dos atores de 2023 impediu Brie Larson e Samuel L. Jackson de promover a obra.
Some-se a isso as campanhas negativas na internet contra o protagonismo feminino e a troca de nome – de Capitã Marvel 2 para The Marvels – e o resultado foi um tropeço que não condiz com o tom leve e as boas avaliações do público.
Vale a pena assistir a esses filmes da Marvel?
Se a pergunta é sobre qualidade, a resposta tende a ser sim. Todos os títulos citados entregam boas histórias, expandem o MCU de maneiras relevantes e ainda servem de ponte para grandes eventos futuros, como o retorno explosivo do Hulk em Savage Smash. Finanças à parte, cada obra reforça que, no universo Marvel, bilheteria nem sempre reflete o quão divertida pode ser a experiência no sofá ou na telona.
