O sexto episódio de Euphoria 3 chegou ao catálogo da HBO Max com uma revelação que promete repercutir até o fim da temporada. A série mostrou, em detalhes, como a mãe de Alamo arquitetou um golpe cruel contra Preston, homem que acreditava ter encontrado amor e família.
Ao expor a origem do crime lord que aterroriza Rue Bennett, o roteiro entregou não só o gatilho emocional do antagonista, mas também a dimensão de sua frieza. HeroesBrasil destrincha abaixo os principais pontos desse flashback devastador.
Como a mãe de Alamo transformou Preston em alvo fácil
A abertura em flashback leva o público à infância de Alamo. Na época, Mama Brown, vivida por Danielle Deadwyler, se aproxima de Preston (Kwame Patterson), um trabalhador ferido num acidente químico que aguardava uma indenização milionária. A estratégia era simples: fingir devoção, entrar em sua casa e esperar o dinheiro cair na conta.
Para reforçar a farsa de “família perfeita”, Mama Brown envolveu o pequeno Alamo no plano. O garoto passou a enxergar Preston como figura paterna, o que tornou a ruptura ainda mais cruel. Enquanto a indenização não vinha, ela se mostrava dedicada e amorosa; depois do depósito, a fachada ruiu num suposto assalto encenado.
O golpe que definiu o ódio de Alamo por mulheres
Na noite em que Preston planejava pedir Mama Brown em casamento, os três voltaram de uma viagem à praia e encontraram o apartamento saqueado. Tudo fazia parte do conluio entre a golpista e um amante misterioso. A fuga repentina obrigou Preston a assistir, ajoelhado, à partida de quem julgava ser o amor da vida dele.
Para Alamo, o choque foi duplo. Além de perder a figura paterna, ele percebeu—tarde demais—que havia sido peça de um jogo manipulativo. O trauma virou combustível para sua ascensão criminosa, explicando por que o chefão do narcotráfico insiste em não confiar em nenhuma mulher.
Paralelo com a possível traição de Rue Bennett
Já adulta, Rue (Zendaya) conquistou a confiança do vilão ao exibir inteligência e frieza parecidas com as dele. Entretanto, o público sabe que a protagonista atua como informante da DEA, o que transforma cada encontro dos dois numa bomba-relógio. Caso Alamo descubra a infiltração, a decepção pode reacender o pavor de ser enganado e desencadear uma reação violenta.
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O roteiro faz questão de ligar esses pontos. Durante a narração, Rue ressalta que o grande alvo do golpe do passado nunca foi Preston, mas o próprio Alamo—eco que ressoa na trama atual. Essa construção de espelho psicológico lembra outras produções que elaboram complexos passados familiares, como Long Story Short, animação que mostra conflitos geracionais em uma família judaico-americana.
Consequências para o clímax de Euphoria 3
Com apenas dois capítulos restantes, a série prepara terreno para um possível colapso do império de Alamo. O vilão, que também gerencia clubes de strip, fazenda, arsenal e rede de tráfico humano, não mede esforços para manter controle absoluto. Rue, por sua vez, caminha cada vez mais na corda bamba.
O desenrolar lembra outros universos onde segredos explodem em violência, como a tensão vista em Mother’s Milk na série The Boys. Se Alamo descobrir a traição, a espiral de raiva promete colocar todos em risco, estabelecer um final de temporada sangrento e redefinir as dinâmicas para um já especulado quarto ano.
Vale a pena acompanhar Euphoria 3?
Para quem busca uma série que mistura drama adolescente, violência crua e construção de vilões complexos, Euphoria 3 continua indispensável. O passado de Alamo amplia o alcance emocional da temporada e reforça que, em Sam Levinson, nenhum personagem é mero coadjuvante.
