O universo cinematográfico de James Gunn acaba de dar um passo importante rumo à televisão. O executivo confirmou que Paradise Lost, produção descrita como “Game of Thrones na Ilha de Themyscira”, evoluiu para o estágio de desenvolvimento extremo.
A atualização anima fãs que aguardam há anos um mergulho mais político no mundo das Amazonas. Agora, a expectativa gira em torno de quando a série deixará o papel e começará a ganhar forma nos estúdios da HBO Max.
O que é Paradise Lost no novo DCU?
Paradise Lost foi anunciada em 2023 como parte do Capítulo 1 do DCU, batizado de “Deuses e Monstros”. A trama se passa em Themyscira, lar das Amazonas e local de nascimento de Diana Prince, a Mulher-Maravilha. Diferente dos filmes tradicionais de super-herói, a série foca em intrigas políticas, disputas de poder e rituais que moldam a sociedade insular.
James Gunn descreve o projeto como uma história de origem, explorando leis, costumes e manobras que definem quem manda na ilha. Peter Safran, parceiro de Gunn, comparou abertamente o tom à saga de Westeros, indicando batalhas internas dignas dos grandes clãs de Game of Thrones.
Status de produção: “desenvolvimento extremo”
Em resposta a perguntas de fãs na rede Threads, Gunn esclareceu a situação de cinco séries do DCU. Entre elas, Paradise Lost recebeu a classificação de “extreme development”, patamar acima de projetos como Booster Gold, ainda em estágios iniciais. Nos bastidores, isso significa roteiros avançados, orçamento preliminar e possíveis negociações de elenco.
Apesar do avanço, o estúdio ainda não oficializou showrunner nem diretora. Rumores anteriores apontavam Kira Snyder, de The Handmaid’s Tale, e Janet Lin, de Bridgerton, como favoritas, mas nenhuma negociação foi confirmada em 2024. Caso o cronograma se mantenha, a produção pode começar em 2025, deixando a estreia para 2028.
Como a série se conecta ao futuro da Mulher-Maravilha
Paradise Lost ocorre antes do nascimento de Diana, afastando a chance de participações da heroína. Mesmo assim, a série prepara terreno para uma futura apresentação da nova Mulher-Maravilha nos cinemas. O roteiro do longa está a cargo de Ana Nogueira, roteirista de Supergirl, e deve dialogar com acontecimentos da ilha.
Imagem: Divulgação
A ambientação milenar também permite aprofundar o panteão de deuses gregos e inserir elementos místicos que podem ecoar em outras produções. Caso Gunn mantenha a promessa de esclarecer o cânone do DCU até 2027, Paradise Lost funcionará como ponto de partida cronológico para toda a nova continuidade.
O impacto de Paradise Lost na estratégia da HBO Max
A investida da Warner em séries de prestígio com selo DC segue a lógica de fundir marcas fortes da casa. Lanterns, por exemplo, foi comparada a True Detective, enquanto The Penguin traz ecos de Sopranos. Paradise Lost reforça essa estratégia ao mirar fãs de fantasia adulta e audiência feminina, faixa muitas vezes subaproveitada por histórias de super-heróis.
Para HeroesBrasil, a movimentação mostra que a Warner quer um cardápio variado de gêneros sob o guarda-chuva DC. Caso a série repita o sucesso de House of the Dragon, o estúdio ganha fôlego para expandir universos paralelos e testar formatos antes de arriscar grandes orçamentos no cinema.
Vale a pena ficar de olho?
Com o selo de “desenvolvimento extremo” e a promessa de um drama épico repleto de intrigas, Paradise Lost desponta como uma das apostas mais diferenciadas do DCU. Quem busca um sabor Game of Thrones em terras amazônicas deve acompanhar cada novo movimento desse projeto.
