Diablo 4 voltou aos holofotes na Steam, mas não exatamente pelos motivos que a Blizzard gostaria. A estreia da expansão Lord of Hatred coincidiu com uma enxurrada de avaliações negativas, derrubando o status recente do RPG de ação para “Mixed”.
Curiosamente, a mesma janela de lançamento impulsionou o game a superar 60 mil jogadores simultâneos na plataforma, número inédito desde sua chegada ao PC em outubro de 2023. O contraste entre a popularidade e a insatisfação evidencia um cenário complexo que mexe com toda a comunidade.
O que motivou o review bombing em Diablo 4?
Entre os principais motivos apontados pelos usuários, a monetização do título lidera com folga. Mesmo após pagar pelo jogo base e, em muitos casos, pelo Passe de Batalha, jogadores se queixam dos preços altos de cosméticos vendidos em Platinum, a moeda premium comprada com dinheiro real.
O modelo de itens de tempo limitado também é alvo de críticas. A recente colaboração com World of Warcraft, por exemplo, foi citada em dezenas de comentários que alegam “medo de perder” como tática para impulsionar vendas – o MMO da Blizzard costuma adotar práticas parecidas em suas montarias e transmogs especiais.
Desempenho técnico gera reclamações adicionais
Embora Lord of Hatred tenha sido elogiado por concluir o arco Age of Hatred e introduzir novas mecânicas de endgame, parte dos usuários relata quedas de FPS, desconexões e bugs. Há quem compare a sensação de jogo travado com “lutar contra demônios em câmera lenta”.
A questão fica ainda mais sensível quando combinada ao fato de muitos terem comprado antecipadamente Vessel of Hatred, expansão anterior que agora é oferecida gratuitamente a quem adquire o novo conteúdo. Para esses jogadores, o custo-benefício despencou.
Recorde de público em meio à polêmica
Mesmo com a nota despencando, Diablo 4 registrou pico superior a 60.000 usuários simultâneos na Steam pela primeira vez. As temporadas numeradas já somam 13 ciclos, cada uma trazendo sistemas como Chaos Armor, Sanctification e Killstreaks, amplamente aprovados pela comunidade.
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A discrepância entre avaliação e engajamento não é inédita no mercado. Jogos como Tekken 8 – que recentemente anunciou o retorno de Kunimitsu em DLC, segundo o HeroesBrasil – também viram oscilações similares, mostrando que barulho negativo nem sempre se traduz em êxodo de jogadores.
Blizzard responde com hotfixes, mas monetização segue intacta
Desde o lançamento da expansão, a desenvolvedora aplicou pequenos patches para otimizar o cliente e corrigir problemas de jogabilidade. No entanto, não há sinal de mudanças no modelo de loja, principal alvo do descontentamento. A empresa também não mencionou ajustes de preço ou novas formas de adquirir itens cosméticos sem gastar dinheiro real.
Analistas do setor apontam que, enquanto o gasto médio por usuário se mantiver alto, é improvável que a publisher reavalie sua estratégia. Ainda assim, a queda para 66% de avaliações positivas pressiona a marca, já que o selo “Neutro” na Steam afeta visibilidade e recomendação dentro da loja.
Diablo 4 ainda vale a pena?
Para quem busca o fechamento da saga Age of Hatred e um endgame mais robusto, Lord of Hatred oferece exatamente isso. Por outro lado, quem se incomoda com preços de cosméticos e itens temporários pode considerar o pacote menos atraente. A decisão, portanto, depende do peso que cada jogador atribui à experiência versus ao modelo de negócios.
Independentemente da nota atual, Diablo 4 segue atraindo milhares de gamers, consolidando-se como um dos grandes títulos de ação do momento — e o HeroesBrasil continuará acompanhando cada passo dessa jornada infernal.
