Star Wars: Fate of the Old Republic, novo projeto da Arcanaut Studios em parceria com a LucasArts, promete fugir da maratona de horas típica dos RPGs modernos. O diretor Casey Hudson, conhecido por Mass Effect e Knights of the Old Republic, afirmou que o jogo “não precisa ser gigantesco” para conquistar o público.
Mesmo ainda longe das lojas, o título já chama atenção ao prometer uma campanha principal mais curta, porém recheada de decisões que incentivam múltiplas jogadas. Confira o que já se sabe.
Desenvolvimento e escopo de Star Wars: Fate of the Old Republic
Anunciado durante o The Game Awards 2025, Fate of the Old Republic mantém grande parte dos seus cenários e trama em sigilo. Casey Hudson revelou apenas que o jogo funciona como sucessor espiritual de Knights of the Old Republic, mas não se prende a eventos canônicos da saga.
A Arcanaut Studios foi fundada em 2025 e rapidamente atraiu veteranos da indústria. Entre eles estão Dan Fessenden, Ryan Hoyle e Caroline Livingstone, que já trabalharam na duologia KOTOR, além de Pascale Blanche, ex-Warner Bros. e Ubisoft, e a produtora Melanie Faulknor, que passou pela BioWare.
Duração estimada da campanha e fator replay
De acordo com Hudson, o tempo para zerar Star Wars: Fate of the Old Republic deve ficar bem abaixo das 36 a 41 horas registradas pelos antigos KOTOR, segundo o site How Long To Beat. Para o diretor, “a maioria dos jogadores quer terminar algo dentro de um prazo razoável”.
Mesmo assim, ele garante que haverá valor de replay: rotas alternativas e consequências narrativas incentivarão quem gosta de explorar cada variação de diálogo ou alinhar escolhas morais distintas, estratégia semelhante à vista em Mass Effect.
Equipe veterana por trás do projeto
A decisão de reduzir o tamanho não significa menos ambição. Hudson reforçou que “bigger isn’t necessarily better”, filosofia que encontra eco em outras produções recentes. É o caso de atualizações em live-services como ARC Raiders 1.28.0, que priorizam ajustes de qualidade em vez de adicionar horas extras de grind.
Imagem: Divulgação
O recrutamento de nomes consagrados dá segurança para os fãs. Pascale Blanche assume a direção de arte, trazendo experiência em mundos abertos, enquanto Faulknor cuida da produção para manter prazos – ainda que o próprio Hudson já tenha descartado lançamento antes de 2026.
Lançamento ainda distante, mas dentro da década
Apesar de ter deixado claro que não veremos o game em 2026, Hudson cravou uma janela: o RPG chegará “antes de 2030”. Para tranquilizar artistas e roteiristas, o executivo avisou que a Arcanaut não pretende recorrer a IA generativa, que ele considera “criativamente sem alma”.
Enquanto o aguardado título não chega, a galáxia Star Wars segue movimentada. Em 2026, Zero Company levará estratégia em tempo real para o universo de George Lucas, e em outubro do mesmo ano Galactic Racer reacende a nostalgia das corridas de podracer. Fora da franquia, eventos como o aniversário de Overwatch mostram que jogos mais enxutos podem continuar relevantes por muito tempo com bom suporte.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem curte RPGs focados em história, decisões e reviravoltas, Star Wars: Fate of the Old Republic surge como aposta promissora. No HeroesBrasil continuaremos acompanhando cada novidade sobre o desenvolvimento, a duração e os sistemas de escolha que prometem dar cara nova à jornada na Velha República.
