Destin Daniel Cretton, responsável por Spider-Man: Brand New Day, detalhou como o novo filme de Tom Holland vai se encaixar na vasta linha do tempo do Universo Cinematográfico da Marvel. As páginas anotadas do roteiro, obtidas pela imprensa norte-americana, revelam que a trama terá dois saltos temporais, mudando o status de Peter Parker de forma inédita.
Para o público, essa atualização significa acompanhar tanto o luto imediato do herói quanto as consequências a longo prazo do feitiço que apagou sua existência da memória de todos. HeroesBrasil separou as informações mais importantes sobre essa escolha narrativa.
Primeiro salto de nove meses mostra solidão crua de Peter Parker
Segundo Cretton, a cena de abertura ocorre nove meses depois dos eventos de Spider-Man: No Way Home, fixando a história no fim de 2025. Esse intervalo permite retratar o início do semestre universitário de Ned e MJ no MIT, enquanto Peter patrulha Nova York completamente anônimo e sem apoio.
Nessa mesma janela temporal, o MCU vive momentos intensos: o julgamento de Jennifer Walters, a descoberta dos poderes de Kamala Khan e até a caçada ao Homem-Coisa em Werewolf by Night. O diretor quer que o público sinta o contraste entre tantas conexões heroicas e o isolamento do Amigão da Vizinhança.
Montagem liga 2025 a 2028 e entrega um Aranha mais experiente
Após explorar o luto, o filme avança numa rápida montagem que cobre os três anos seguintes. É nesse ponto que Brand New Day alcança o ano de 2028, praticamente a mesma época em que acontecerá Avengers: Doomsday, já conhecido pelo salto temporal recorde no MCU.
A montagem condensará o crescimento solo de Peter, incluindo a reconstrução do uniforme, novos gadgets caseiros e parcerias esporádicas com heróis de rua. Entre esses encontros, destaca-se a relação já estabelecida com Frank Castle, o Justiceiro, o que sugere várias missões conjuntas fora de quadro.
Estrutura em dois atos ecoa o modelo de Vingadores: Ultimato
Assim como Ultimato começou semanas após o estalo de Thanos e depois avançou cinco anos, Brand New Day usa o artifício para equilibrar emoção imediata e renovação do status quo. Primeiro, temos a dor de Peter ao aceitar que ninguém o reconhece; depois, vemos seu renascimento como herói urbano experiente.
Imagem: Divulgação
Cretton explicou que o tempo extra permite justificar novas dinâmicas, como ligações com Matt Murdock e outros vigilantes mostrados em séries recentes. O diretor também revela que a escolha ajuda a preparar terreno para participações especiais, mantendo a coesão com obras como Daredevil: Born Again, cuja temporada de abertura ocorre justamente nesse intervalo e ganha destaque quando Jessica Jones retoma o protagonismo.
Impacto na fase atual da Marvel e expectativas dos fãs
Colocar Spider-Man em 2028 amplia as possibilidades de crossovers sem atropelar tramas em andamento. Como muitos longas e séries virão antes desse ponto, Brand New Day pode referenciar acontecimentos já consolidados sem gerar confusões cronológicas.
Para os fãs, o principal atrativo é ver um Peter Parker “casca-grossa”, que passou anos enfrentando ameaças menores, amadurecendo fora dos holofotes dos Vingadores. Ao mesmo tempo, o roteiro garante espaço para revisitar a angústia gerada pelo feitiço do Doutor Estranho, oferecendo um equilíbrio entre nostalgia e futuro.
Vale a pena acompanhar?
Ao combinar introspecção e salto cronológico ousado, Spider-Man: Brand New Day promete mostrar a evolução de Peter Parker sem ignorar o peso emocional de No Way Home. A estratégia faz do longa um ponto-chave para entender a próxima etapa do MCU.
