Fãs de super-heróis que buscam algo fora do circuito Marvel e DC acabam de ganhar um bom motivo para ligar a TV. Hancock, longa de 2008 estrelado por Will Smith, acaba de entrar no catálogo gratuito da plataforma Tubi neste mês.
Além de entregar ação e humor ácido, o retorno do anti-herói ao streaming reacende a velha pergunta: quando — ou se — veremos Hancock 2? Enquanto o mistério continua, vale entender por que o filme ainda gera tanto burburinho.
Hancock no streaming gratuito: como assistir
A partir de hoje, qualquer usuário do Tubi pode conferir Hancock sem custos adicionais. Basta criar uma conta na plataforma, disponível via navegador, aplicativos para smartphones e smart TVs. Não há previsão de remoção, mas vale garantir a sessão antes que o título saia do ar, prática comum em serviços gratuitos com anúncios.
O longa se junta a um catálogo que costuma misturar clássicos, produções independentes e blockbusters que, eventualmente, aparecem por tempo limitado. Essa política tem atraído curiosos e colecionadores de filmes de ação, estratégia semelhante à lançada pelo Disney+ ao turbinar o gênero de terror com Send Help.
Enredo e elenco do anti-herói
No roteiro, John Hancock (Will Smith) é praticamente um “Superman problemático”. Dotado de voo, força sobre-humana e invulnerabilidade, ele enfrenta algo mais difícil do que vilões: sua própria reputação. Alcoólatra e desastrado, provoca prejuízos milionários a cada tentativa de salvar Los Angeles.
Para recuperar a imagem do herói, o especialista em relações públicas Ray Embrey (Jason Bateman) assume a missão de transformá-lo num símbolo de esperança. A situação se complica ainda mais com a entrada de Mary (Charlize Theron), cuja ligação com Hancock guarda segredos decisivos para a trama.
Box office e o eterno “cadê a continuação?”
Lançado em 2008, Hancock faturou US$ 629,4 milhões mundialmente e terminou o ano como a quarta maior bilheteria global. Apesar das críticas divididas, o retorno financeiro indicava caminho aberto para uma franquia — perspectiva reforçada pelo diretor Peter Berg em entrevistas da época.
Imagem: Nicole Drum
Mesmo assim, a aguardada sequência nunca saiu do papel. Will Smith comentou em 2023 que conversas recentes incluíam sondar Zendaya para um papel de destaque, o que reacendeu expectativas. A espera longa lembra o intervalo de projetos como Practical Magic 2 e até o recém-anunciado quarto filme de A Múmia, provando que Hollywood adora surpreender com retornos tardios.
O que atrasa Hancock 2?
O histórico do próprio Hancock explica parte da demora. O conceito original, escrito por Vy Vincent Ngo em 1996, passou onze anos em “development hell”, trocando de estúdios e diretores até Peter Berg assumir em 2007. Obstáculos de agenda, ajustes de roteiro e a necessidade de alinhar cachês de nomes de peso continuam a complicar o processo.
Além disso, o mercado de super-heróis evoluiu. Desde 2008, o Universo Cinematográfico da Marvel consolidou um modelo de sucesso, adaptando histórias da Marvel que moldaram expectativas do público. Lançar uma sequência de tom mais cínico exige planejamento cuidadoso para não se perder em meio aos multiversos dominantes.
Vale a pena rever Hancock hoje?
Com 1h32 de duração, ritmo ágil e pitadas de humor ácido, Hancock continua um respiro bem-vindo para quem curte heróis imperfeitos. Disponível de graça, o filme é oportunidade ideal para novos espectadores ou para quem quer refrescar a memória antes de um eventual anúncio de Hancock 2. HeroesBrasil segue de olho em qualquer novidade.
