O multiverso da Marvel acaba de ganhar um novo vizinho bem familiar para os fãs de anime: Jujutsu Kaisen. A presença de Ryomen Sukuna em uma publicação recente da Casa das Ideias confirma que a obra de Gege Akutami agora existe, canonicamente, dentro da teia de realidades dos quadrinhos americanos.
A notícia, celebrada por leitores do mundo todo, reforça o alcance global da série e acende o radar de quem acompanha crossovers entre animes, games, filmes e séries. HeroesBrasil detalha o que aconteceu e por que essa fusão de universos promete agitar conversas nos próximos meses.
Como Jujutsu Kaisen entrou no multiverso Marvel
O ponto de virada ocorreu em Storm, Earth’s Mightiest Mutant #4, lançado em 6 de maio de 2026. Na história, a mutante Ororo Munroe, a Tempestade dos X-Men, atravessa o Omniverso e esbarra em realidades diversas, batizadas de “clusters”. Entre elas surge o “Multiverse Cluster of Magic and Death”, que nada mais é do que a Tóquio devastada do arco Incidente de Shibuya.
Nesse breve, porém marcante, quadro, Sukuna surge com sua pose icônica, congelando o momento que os fãs conhecem de cor. A aparição basta para carimbar o passaporte de Jujutsu Kaisen no catálogo oficial de terras alternativas da Marvel, conceito já tradicional em sagas como Guerras Secretas e Doutor Estranho.
Detalhes da participação de Sukuna
A ilustração assinada por Murewa Ayodele e Federica Mancin replica fielmente o design do “Rei das Maldições”. Mesmo sem falas, Sukuna domina o painel, remetendo ao clímax em que toma o controle do corpo de Itadori Yuji durante o Incidente de Shibuya. O quadrinho menciona, de passagem, o ambiente como local “onde magia e morte coexistem”, explicando de forma elegante para quem não conhece o anime.
Para a cronologia da Marvel, cada cluster constitui uma Terra numerada. Embora o número oficial ainda não tenha sido divulgado, fontes internas da editora indicam que Jujutsu Kaisen deve receber uma designação própria, repetindo o que já aconteceu com universos de Star Wars e Fortnite em participações anteriores.
Impacto na popularidade do anime e do mangá
Jujutsu Kaisen já figura entre os mangás mais vendidos de todos os tempos, com cerca de 150 milhões de cópias em apenas 30 volumes. O crossover, porém, amplia ainda mais a vitrine da série, especialmente no mercado ocidental. Desde 2018, quando começou a ser serializado na Weekly Shonen Jump, o título vem rivalizando com gigantes como One Piece em rankings anuais.
Imagem: the author Rei Penber using official ass
No streaming, a segunda temporada animada — que adaptou justamente o arco de Shibuya — conquistou picos de audiência globais. A expectativa é de que a terceira temporada, já confirmada, ganhe novo fôlego graças à manchete envolvendo a Marvel. Plataformas como IMDb registram notas altíssimas para episódios-chave, como o massacre do Clã Zenin e a batalha da Colônia Sendai, mantendo o hype em alta.
Outras franquias de anime que já cruzaram com os quadrinhos americanos
Embora incomum, esse tipo de referência não é inédito. No mesmo número que apresentou Sukuna, a série Gachiakuta também ganhou um cluster próprio, intitulado “Sentient Trash”. Anteriormente, Chainsaw Man apareceu em variante de capa de Absolute Batman, enquanto One Piece teve easter eggs espalhados por publicações da DC e da própria Marvel.
Esses encontros servem como porta de entrada para novos públicos e impulsionam vendas de ambos os lados. Para a Marvel, incluir sucessos do anime ajuda a renovar o catálogo e manter relevância entre leitores mais jovens. Para os estúdios japoneses, a visibilidade em outra mídia potencializa licenciamento de produtos, parcerias e, claro, mais espectadores.
Vale a pena acompanhar essa conexão?
Se você curte Jujutsu Kaisen no multiverso Marvel, a resposta é sim. Mesmo que a participação de Sukuna tenha sido breve, ela abre caminho para futuros crossovers, artes promocionais e até edições especiais. Fãs de quadrinhos ganham a chance de explorar uma nova camada de narrativas, enquanto otakus veem seu anime favorito conquistar espaço além das páginas de mangá e das telas de streaming.
