James Gunn já mostrou que pretende repaginar o universo de heróis da DC nos cinemas e na TV, mas a missão vai muito além de reescalar atores. Para conquistar o público, é essencial que cada cenário clássico receba tratamento especial, respeitando a mitologia original e, ao mesmo tempo, oferecendo algo novo.
Neste panorama, listamos os locais icônicos da DC que mais exigem atenção no reboot. São cidades inteiras, ilhas míticas e até planetas que desempenham papel decisivo nas histórias dos heróis e vilões favoritos dos fãs.
Gotham City e sua atmosfera sombria
A primeira vez que Gotham surgiu no novo DCU foi em Creature Commandos, mas o grande teste virá com Clayface em 2026 e, principalmente, com The Brave and the Bold. A cidade precisa assumir identidade visual própria para se diferenciar da versão realista vista na franquia The Batman.
Para atingir esse objetivo, a produção deve abraçar elementos mais fantásticos, possivelmente flertando com o clima gótico que marcou a fase Burton nos anos 90. Geração após geração de leitores associa Gotham a becos iluminados por néon, arquitetura art déco decadente e uma sensação constante de perigo. Recriar essa combinação será crucial para manter a aura que tornou o local um dos mais reconhecidos da cultura pop.
Themyscira, a âncora mitológica do DCU
A ilha das Amazonas volta aos holofotes em um novo filme da Mulher-Maravilha, ainda sem título oficial. Como o projeto Paradise Lost pode ter sido engavetado, o longa se torna a principal vitrine para mostrar Themyscira no reboot.
Diferente da representação anterior, a equipe de Gunn tem a chance de aprofundar costumes, hierarquia política e paisagens naturais que ajudam a definir a identidade amazona. Um detalhe curioso revelado em Creature Commandos indica que, no mundo do DCU, a existência da ilha ainda é tratada como lenda urbana, o que abre espaço para tramas envolvendo choque cultural e disputas diplomáticas.
Krypton além do prólogo tradicional
Superman já deu uma pequena amostra do planeta natal de Kal-El com o surgimento da Fortaleza da Solidão. Entretanto, será em Supergirl que Krypton ganhará vida de fato, graças à memória ainda fresca de Kara Zor-El sobre sua antiga casa.
Ao mostrar a sociedade kryptoniana em funcionamento, o roteiro pode explorar arquitetura cristalina, avanços científicos e laços familiares que reforcem o peso emocional da destruição do planeta. Esse mergulho detalhado também ajuda a explicar as motivações de Supergirl, tornando sua jornada no Universo DC mais próxima do público.
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Outras cidades e reinos que completam o mosaico
Além dos três pilares acima, há um conjunto de locais icônicos da DC que precisam aparecer para consolidar o novo universo compartilhado. Entre eles, Arkham Asylum já foi citado em Peacemaker como prisão que vive fiascos de segurança, sugerindo um futuro mergulho no terror psicológico dos inimigos do Batman.
Central City, tradicional lar do Flash, enfrenta o desafio extra de superar a má recepção de 2023 com um possível filme ou série que destaque laboratórios de ponta e vilões velocistas. Já Atlantis carrega o peso da estética exuberante estabelecida nos filmes de Zack Snyder, mas continua sendo peça-chave para reintroduzir Aquaman após a troca de intérprete.
Coast City deve ganhar relevância com a série Lanterns, estrelada por Hal Jordan, enquanto Star City, vista de relance em Creature Commandos, oferece terreno fértil para eventual retorno do Arqueiro Verde. Palmera City, elogiada em Blue Beetle, foi apontada por Gunn como um dos quatro lugares centrais do novo DCU, sinalizando aparições recorrentes e talvez uma série animada do herói.
Por fim, Hollywood surge como pano de fundo em Clayface, permitindo que o universo compartilhe espaço com uma cidade real e explore a decadência de Matt Hagen, ator desfigurado que vira vilão. Todos esses cenários complementares reforçam a ambição de criar um mundo coeso, com vários tons e estilos narrativos.
Vale a pena acompanhar de perto?
Para o público de HeroesBrasil e fãs de cultura geek, observar como cada um desses locais icônicos da DC será traduzido nas telas é quase tão empolgante quanto ver os próprios heróis em ação. A fidelidade visual e a originalidade de abordagem indicarão se o reboot de James Gunn conseguirá estabelecer um universo duradouro e memorável.
