Recentemente, um antigo projeto da Marvel que jamais saiu do papel ganhou uma nova roupagem na animação. A série X-Men ’97, disponível no Disney+, aproveita conceitos que estavam previstos para um filme cancelado do MCU, reforçando a conexão entre os universos expandido e tradicional da Marvel.
Embora Avengers: The Kang Dynasty tenha sido descartada após mudanças na fase multiverso, alguns elementos do enredo original serão explorados na segunda temporada de X-Men ’97. Essa estratégia permite que a Marvel continue desenvolvendo histórias envolvendo variantes de personagens-chave, mesmo sem o filme que originalmente os uniria.
O que foi cancelado no MCU e como isso influencia X-Men ’97
A proposta inicial de Avengers: The Kang Dynasty envolvia três diferentes versões do vilão Kang, todas relacionadas entre si, criando uma narrativa complexa e cheia de variantes que conflitariam com os heróis. No entanto, após a saída de Jonathan Majors do papel de Kang devido a controvérsias, a produção foi suspensa e o projeto foi cancelado.
Apesar do cancelamento, detalhes de como a história se desenrolaria vazaram. Entre os principais pontos estava a presença de versões distintas de Kang, como Immortus, Centurião e Rama-Tut, que enfrentariam os Vingadores. Esses personagens, que muitas vezes aparecem em diferentes momentos do universo Marvel, ganhariam destaque de formas variadas, reforçando a narrativa de múltiplas realidades.
Na animação, X-Men ’97 aproveita esse conceito ao introduzir várias versões do vilão Apocalipse. Assim, a equipe mutante cruza com diferentes Apocalypse ao longo do tempo, em partes que vão do Egito antigo até um futuro distante, o que ajuda a preencher lacunas deixadas pelo filme cancelado. Essa estratégia potencializa o universo Marvel sem depender diretamente do projeto que foi abandonado.
Como as variantes de Apocalypse aparecem em X-Men ’97
A segunda temporada de X-Men ’97 traz uma abordagem inovadora ao explorar múltiplas versões do vilão Apocalypse. Em vez de um único antagonista, o time de mutantes encontra diferentes Apocalypse ao longo do tempo, cada um com características específicas e alinhamentos diversos.
Na narrativa, há uma versão infantil de Apocalypse na antiga Egito, durante o reinado de Rama-Tut. Além dele, um Apocalypse futurista surge no auge do seu poder, operando na década de 3960. Entre esses extremos, aparece também uma versão dos anos 90, que atua em um período contemporâneo à trama.
O próprio produtor da série, Larry Houston, comenta que a inclusão dessa variedade é uma oportunidade de mostrar os diferentes aspectos do personagem, além de reforçar a ideia de que o mal pode ter várias aparências e motivações. Isso permite uma conexão com os fãs mais apaixonados por detalhes da lore, que desejam ver diferentes versões de um mesmo vilão.
O paralelo entre a trama de Avengers e X-Men ’97 para os fãs
A semelhança entre as histórias reside no conceito de múltiplas versões de um personagem conflitantes, uma tática que both consegue criar enredos mais ricos e diversificados. Enquanto Avengers: The Kang Dynasty iria abordar diferentes variantes de Kang enfrentando equipes de heróis, X-Men ’97 faz algo semelhante com Apocalypse.
Data rumores indicam que, na série animada, cada equipe de mutantes enfrentaria uma variante distinta do vilão, reforçando a estratégia de múltiplas linhas temporais. Além disso, há indicações de que um personagem do passado, provavelmente um jovem cientista chamado Nathaniel Richards, poderia atuar ao lado dos heróis, reforçando a ligação com a temática multiversal, semelhante ao papel que Victor Timely desempenha na série Loki.
Mesmo com o nome de Avengers cancelado, a Marvel usa X-Men ’97 para reconfigurar esses conceitos, trazendo à tona a narrativa complexa de variantes, com muitos desses personagens assumindo papeis mais complexos e até amistosos em certos momentos da história.
Vale a pena acompanhar a evolução de X-Men ’97?
Certamente, o uso de diferentes Apocalypse na animação oferece uma nova perspectiva ao universo Marvel. Além de preencher lacunas deixadas por projetos cancelados, a série reforça a criatividade na abordagem de variantes e linhas do tempo.
O público que acompanha o mundo de heróis, animes e séries vai perceber que essas diferentes versões de personagens reforçam a complexidade do universo Marvel. Em vez de uma narrativa linear, temos um mosaico de histórias interligadas com possibilidades infinitas.
Para os fãs de animações e séries de super-heróis, essa estratégia mostra que, mesmo com projetos cancelados, há muitas formas de explorar os conceitos clássicos da Marvel, criando uma experiência mais rica e inovadora de universos paralelos. E, claro, essa diversidade de versões deve continuar rendendo boas histórias ao longo da temporada.
Vale a pena acompanhar?
Para quem gosta de histórias que desafiam o tempo e o espaço, a animação X-Men ’97 se torna uma escolha interessante. A empreitada de usar variações de Apocalypse e explorar diferentes períodos históricos traz uma camada a mais de complexidade, além de oferecer algumas respostas às mudanças na continuidade do universo Marvel. Afinal, é uma oportunidade de ver os mutantes em ação, enfrentando versões distintas de um de seus maiores inimigos.
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