Devil May Cry sempre foi lembrado por chefes marcantes, mas poucos causaram tanta frustração quanto Argosax em Devil May Cry 2. Sem falas, sem motivação aparente e derrotado em minutos, o demônio primordial virou sinônimo de “saco de pancadas”.
Agora, a série animada da Netflix, produzida por Adi Shankar e animada pelo Studio Mir, revisita esse antagonista e o promove a cérebro de uma conspiração milenar. Confira como o streaming redesenhou a figura de Argosax, elevando-o de boss genérico a mente do caos.
Quem é Argosax no universo original de Devil May Cry
Nos jogos, Argosax é apresentado como um senhor demoníaco que rivalizava com Mundus pela coroa do Inferno. Apesar da ficha de respeito, sua participação em Devil May Cry 2 resume-se a duas formas mutantes e nenhum diálogo. O resultado foi um chefe final considerado confuso e, acima de tudo, sem carisma.
A recepção negativa ganhou força porque o segundo jogo passou por desenvolvimento atribulado, encurtando tempo para roteiro e animações. Faltou espaço para mostrar a queda de Argosax, seu ódio acumulado ou qualquer relação prévia com Dante. O potencial ficou enterrado em texturas pixeladas de 2003.
Reinvenção na Netflix: de massa amorfa a estrategista secular
Na adaptação animada, Argosax surge como maestro de um plano arquitetado por séculos. Antes de ser derrubado, ele fragmenta seu poder em quatro relíquias chamadas Arcana e começa a se comunicar através delas com um humano ambicioso: Arius, bilionário por trás da megacorporação Uroboros.
Ao oferecer magia e ciclos de reencarnação, o demônio transforma Arius em aliado fiel. Juntos, ambos armam uma guerra contra Makai – o reino demoníaco –, sequestram criaturas menores para experimentos e manipulam governos humanos que acreditam lutar o “bem” contra o inferno. Desta vez, Argosax tem voz, personalidade e um objetivo claro: recuperar o trono perdido.
Conexões com os jogos e impacto para fãs veteranos
Fãs que viram Dante despachar Argosax em segundos agora encontram respostas para perguntas antigas. A série detalha a sabotagem de Mundus, explica a queda do antigo rei e mostra por que ele depende dos Arcana para renascer completo. Esses acréscimos alinham o anime a eventos de Devil May Cry 2 sem reescrever a cronologia estabelecida.
Imagem: Divulgação
Além de contextualizar Argosax, a produção usa seu retorno como motor para reunir personagens icônicos: Dante, Vergil e Trish encaram dilemas inéditos quando percebem que, se o vilão absorver almas suficientes, se torna imparável. O roteiro entrega batalhas colossais, inclusive um confronto indireto estilo “gigantes contra gigantes” ao arremessar Argosax no covil de Mundus.
Como a nova abordagem afeta o futuro da franquia
O sucesso do enredo abre espaço para crossovers oficiais entre jogos e animação. A Netflix já confirmou uma segunda temporada, e rumores apontam que a queda de Argosax pode desencadear nova disputa política no Inferno. Também cresce a expectativa de ver Dante lidando com as consequências de ter quebrado barreiras entre mundos para derrotar o rival.
Do ponto de vista de marketing, o resgate de Argosax cria antagonista vendável em produtos derivados – de estátuas colecionáveis a skins em possíveis spin-offs. Para HeroesBrasil, que cobre o universo geek, a virada evidencia como uma adaptação bem-escrita pode revitalizar personagens esquecidos e reacender o interesse de veteranos e novatos.
Vale a pena assistir à série da Netflix?
Para quem se decepcionou com o vilão em Devil May Cry 2, o anime oferece redenção completa. Argosax finalmente fala, planeja e coloca heróis na defensiva, tornando a experiência essencial para fãs que desejam entender a verdadeira ameaça por trás do caos demoníaco.
