Frank Castle voltou a estourar as telas do Disney+ com One Last Kill e, de cara, colocou a família Gnucci na mira. A chacina, no entanto, não nasceu do nada: as raízes dessa vingança remontam ao primeiro episódio da série do Justiceiro na Netflix.
O especial apresenta Ma Gnucci (Judith Light) clamando por revanche, mas a trama esconde um histórico longo de sangue que envolve episódios de 2016. Entenda por que Castle decidiu aniquilar o clã italiano e como o enredo fecha um ciclo iniciado há mais de uma década.
O elo entre One Last Kill e a estreia do Justiceiro na Netflix
One Last Kill acontece em 2027, porém o primeiro contato de Frank Castle com os Gnucci surgiu em 2016, ainda nos tempos de seu seriado TV-MA. Logo no piloto, o ex-fuzileiro invade um restaurante do clã em Nova York e elimina Tony Gnucci e comparsas durante um acerto de contas interno.
O especial da Disney não menciona Tony, mas o massacre original é o ponto de partida para a caçada atual. Ao ressurgir anos depois, Ma Gnucci acredita que o Justiceiro começou a persegui-la recentemente, ignorando que a rixa já estava selada. Quem acompanha o universo Marvel em streaming vai reconhecer a volta do ciclo, reforçando o rumo inédito que a produção reserva a Frank Castle.
Por que Frank Castle perseguiu a família Gnucci
Durante um noticiário exibido em One Last Kill, jornalistas afirmam que “foi alegado” que os Gnucci participaram do ataque que matou a família Castle no Central Park. A série da Netflix, contudo, mostrou que o mandante foi William Rawlins, auxiliado pelos Kitchen Irish, Dogs of Hell e o Cartel Mexicano.
A conexão com os Gnucci pode ter sido logística: Rawlins precisava de mão de obra local para orquestrar o falso acordo de heroína que encobriria a execução. Se a família italiana forneceu capangas ou recursos, Castle só descobriria essa peça do quebra-cabeça anos depois, abrindo a porta para sua mais recente vendeta. Mais detalhes sobre esse passado turbulento podem ser conferidos em uma investigação publicada no HeroesBrasil.
Como cada membro dos Gnucci caiu nas mãos do Justiceiro
Castle executa o plano com precisão militar. Primeiro, elimina Benny Gnucci com um tiro certeiro à beira da piscina; o patriarca estava envolvido em negócios obscuros e traições conjugais. Depois, parte para Bobby, policial condecorado que “resolvia crimes que outros nunca matavam”: um machado de combate encerra a carreira do primogênito.
Imagem: Divulgação
Eddie, visto como o “filho de coração bom”, é a terceira vítima, abatido a rajadas de fuzil diante do próprio herdeiro na porta do restaurante da família. Por fim, Carlo, o “príncipe” que Ma jurava ser inocente, é arrancado de um carro e morto a pisões. A sequência segue de perto a HQ Welcome Back, Frank, de Garth Ennis, que inspirou vários elementos do especial.
O futuro de Ma Gnucci e do submundo no MCU
Ma Gnucci sobrevive ao confronto final porque Frank prioriza salvar civis durante um incêndio, deixando a matriarca livre para tramar de novo. Com a cúpula do clã dizimada, o submundo nova-iorquino entra em ebulição, cenário perfeito para aparições futuras do Justiceiro ou até mesmo de outros heróis urbanos.
Ainda não há confirmação oficial de retorno, mas o espaço está aberto. A Disney já testa especiais de curta duração e camadas mais adultas – movimento semelhante ao que a DC faz com a série Lanterns. Se Ma Gnucci voltar, a tensão promete aumentar, especialmente porque Frank Castle jamais deixa um serviço pela metade.
Vale a pena assistir One Last Kill?
Para quem acompanha o MCU ou simplesmente curte narrativas de justiça extrema, One Last Kill oferece 50 minutos de ação crua, fecha pontas soltas da fase Netflix e reforça a reputação implacável do Justiceiro. O especial também injeta novo fôlego a Frank Castle dentro do catálogo Disney+, preparando terreno para histórias ainda maiores.
