TÍTULO: Scream 7: O grande erro na volta de Stu Macher e o final decepcionante
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TAGS: filmes de terror, scream 7, Stu Macher, Ghostface, finais de filmes
META: Entenda os problemas do final de Scream 7, os erros na retomada de Stu Macher e as opções que poderiam ter melhorado a narrativa do filme.
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O que deu errado na retomada de Stu Macher em Scream 7
A maior oportunidade perdida na narrativa de Scream 7 foi a tentativa de usar Stu Macher, interpretado por Matthew Lillard, como uma figura de volta. A ideia de um seu possível sobrevivente da história original soou promissora, especialmente com a utilização de deepfakes e outras tecnologias para criar vídeos falsos de Stu vivo. Essa estratégia poderia ter criado uma conexão mais forte com o passado, explorando a famosa rivalidade entre Sidney Prescott e a figura icônica do assassino, mantendo os fãs grudados na tela.
No entanto, a implementação foi fraca e mal desenvolvida. A utilização de Stu apenas como um personagem de vídeo, sem uma participação mais direta, pareceu uma tentativa inconclusiva de conectar o passado com o presente. Se a ideia fosse fazer Stu ser o mentor oculto ou até mesmo um irmão de Jessica, por exemplo, a narrativa teria um impacto muito maior e melhor amarrado.
O real problema do final de Scream 7
A resolução envolvendo Jessica Bowden como a nova Ghostface não só foi forçada, como também perdeu várias possibilidades de inovar dentro da franquia. Ela foi mostrada como uma vítima do relacionamento abusivo, que se inspirou em Sidney para retaliar. A partir daí, ela virou uma vilã motivada por suas próprias motivações pessoais, o que acabou sendo superficial.
A tentativa de usar deepfakes para incluir figuras como Dewey, Nancy Loomis e Roman Bridger também não foi suficiente. Esses vídeos de nostalgia serviram mais para apelar para os fãs do que para fortalecer a história. A introdução de Stu na trama poderia ter mudado tudo, especialmente se tivesse uma conexão mais real com a personagem principal ou uma história familiar que levasse às motivações do vilão.
As falhas do roteiro e as possibilidades desperdiçadas
Outra questão importante foi a justificativa para o motivo dos criminosos. O filme tentou fazer uma ligação com o universo fictício dos filmes Stab e o impacto que Sidney teve na franquia de fantasias de terror. Contudo, essas razões acabaram sendo fracas, repetitivas e pouco criativas.
Se a ideia fosse aprofundar o relacionamento familiar, uma narrativa envolvendo Jessica como irmã de Stu teria uma força maior do que uma simples leitura de um livro ou um traço de fanatismo. Muitas dessas conexões poderiam enriquecer o enredo, dando sentido às mortes e às ações dos assassinos. Assim, a história se encaixaria melhor com toda a tradição de filmes de horror que exploram famílias destruídas.
Vale a pena assistir a Scream 7?
Apesar de todos os erros no enredo, Scream 7 ainda oferece momentos de tensão e encerramentos de algumas linhas de história. Para fãs do gênero, há mortes criativas e uma ambientação que prende a atenção. No entanto, quem busca uma narrativa sólida, com reviravoltas e personagens bem explorados, pode acabar se decepcionando com o desfecho.
Ouso dizer que, embora o filme tenha seus méritos de produção, seu roteiro deixa a desejar ao não usar linhas mais inteligentes de conexão, como a ideia de Stu ser irmão de Jessica. Essa alternativa certamente teria melhorado o impacto do final e oferecido um maior aprofundamento à história.
Conclusão: o que vale a pena em Scream 7?
Para os entusiastas de franquias de terror, Scream 7 ainda vale pelo visual e pelos momentos de suspense. Mas, do ponto de vista narrativo, muitas oportunidades foram perdidas ao não explorar temas mais fortes como as origens familiares dos vilões.
Se o foco fosse explorar mais o passado de Stu ou criar uma conexão mais convincente com Sidney, o resultado poderia ter sido significativamente melhor. Não resta dúvida de que a franquia precisa evoluir nessa parte para manter a relevância e a surpresa.
Imagem: Shawn Lealos
