Prepare o balde de pipoca e, quem sabe, um capacete de segurança: em 7 de junho de 2026, Tóquio promove uma combinação que poucos fãs ousariam imaginar. De um lado, o caos sanguinolento e cômico de Sharknado 6: The Last Sharknado – It’s About Time. Do outro, o brilho colorido e musical de King of Prism: Your Endless Call.
A sessão dupla acontecerá no Ikebukuro Humax Cinema e já está sendo chamada de “Sharknado crossover” pelos organizadores. A aposta mistura dois universos sem qualquer ligação temática óbvia, mas com algo em comum: o prazer de deixar o cérebro em ponto morto e curtir produções exageradas até o talo.
Como surgiu a ideia do Sharknado crossover
O projeto nasceu dentro de uma coluna criada por um distribuidor japonês de filmes de tubarão, intitulada “All Roads Lead to Shark Movies”. Segundo o responsável, a intenção era mostrar que obras tão díspares podem gerar a mesma sensação de diversão descompromissada. Ao comparar a insanidade de um tornado cheio de tubarões com um musical de patinação recheado de idols, ele concluiu que ambos oferecem “relaxamento cerebral via produção excessiva”.
Para reforçar a proposta, o evento terá exibição simultânea e incentivo à participação do público. Gritos, reações exageradas e até acessórios temáticos são bem-vindos. A ideia é transformar o cinema em uma grande arena de risadas, sustos e coreografias improvisadas – perfeito para quem adora celebrar a cultura pop de forma coletiva.
O que esperar da sessão dupla em Ikebukuro
Os ingressos dão direito a duas horas e meia de pura extravagância audiovisual. Sharknado 6 chega primeiro, concluindo a saga iniciada em 2013 e famosa pelos ataques absurdos de tubarões voadores. Na sequência, King of Prism: Your Endless Call assume a tela com shows de luz, canto e piruetas em patins, testando o limite da coreografia em 3D.
De acordo com o cronograma, haverá um breve intervalo para que o público reorganize a energia – e, talvez, vista um chapéu de tubarão ou um glowstick colorido. A produção promete ainda brindes surpresa para quem abraçar o espírito do crossover. Não à toa, a iniciativa já desperta curiosidade em fãs estrangeiros, inclusive aqui no Brasil, onde leitores do HeroesBrasil comentam empolgados nas redes sociais.
Relembre as franquias envolvidas
Sharknado estreou como filme original do SyFy em 2013 e ganhou cinco continuações até 2018. A mistura de terror e humor pastelão trouxe celebridades em participações especiais, motosserras voadoras e tubarões caindo do céu. Mesmo longe das telonas há alguns anos, mantém status de cult graças ao apelo “tão ruim que é bom”, categoria que inclui outros filmes de desastre que viraram diversão garantida no streaming.
Imagem: Evan Valentine
Já King of Prism nasceu em 2016 como derivado da série Pretty Rhythm. O diferencial? Unir o universo idol à patinação artística, fazendo dos números musicais verdadeiros espetáculos coloridos. Desde então, a franquia ganhou séries, OVAs e longas, crescendo graças a uma base fiel que lota salas de cinema para sessões de “cheer screening” – formato no qual o público canta, dança e vibra como num show.
Tubarões no anime: raros, mas memoráveis
Embora criaturas marinhas não sejam exatamente protagonistas frequentes em animes, há registros notáveis. Chainsaw Man apresentou o excêntrico Shark Fiend, enquanto Gyo: Tokyo Fish Attack, inspirado em Junji Ito, colocou tubarões sobre pernas mecânicas em pesadelos urbanos. Ainda assim, ver predadores dos mares dividindo holofotes com idols reluzentes eleva o grau de estranheza a um nível inédito.
Para quem coleciona crossovers inusitados, essa sessão dupla pode virar referência. Afinal, quantas vezes na vida dá para alternar entre motosserras fendendo tubarões em pleno ar e coreografias cheias de glitter sobre lâminas de gelo?
Vale a pena conferir o Sharknado crossover?
Se a meta é sair do cinema com boas histórias para contar, a resposta tende a ser sim. Entre sustos, gargalhadas e hits pop, o público deve experimentar duas horas intensas de puro escapismo. No mínimo, será o tipo de programa que rende memes, vídeos nas redes e aquela vontade de revisitar ambos os universos em casa.
