Quando se fala em poder militar no universo de Naruto, a mente logo vai para as Cinco Grandes Nações: Folha, Pedra, Névoa, Nuvem e Areia. No entanto, alguns dos combatentes mais perigosos nasceram ou atuaram bem longe desses centros de poder.
De experimentos de Orochimaru a fundadores da Akatsuki, estes ninjas mostraram que a força não respeita fronteiras. O HeroesBrasil relembra quem são esses shinobi mais poderosos que lutaram, venceram e quase destruíram vilarejos inteiros sem pertencer às nações dominantes.
O quarteto (e meio) que protegia Orochimaru
Kidomaru, Tayuya, Sakon e Ukon formavam a guarda pessoal do Sannin. Cada um carregava o Selo Amaldiçoado, ampliando força, velocidade e resistência. Kidomaru, com seis braços e um terceiro olho, disparava flechas capazes de atravessar árvores e órgãos vitais a quase 50 metros.
Tayuya controlava três ogros via flauta demoníaca, prendendo oponente em genjutsu sonoro e drenando energia física. Já os gêmeos Sakon e Ukon lideravam o grupo: graças ao kekkei genkai, podiam fundir seus corpos, curar ferimentos rapidamente e invadir a anatomia inimiga para destruir células por dentro. Só foram derrotados porque Kankurō e seu teatro de marionetes pegaram ambos já feridos.
A força brutal dos imortais da Akatsuki
Hidan, vindo do extinto Vilarejo do Vapor, abraçou a fé de Jashin e ganhou imortalidade. Com uma foice de três lâminas, bastava um arranhão para transformar a própria dor em dano refletido no alvo em seu ritual sangrento. Até Kakashi teve dificuldade em acompanhá-lo com o Sharingan ativo.
Kakuzu, o veterano da Cachoeira que tentou matar Hashirama Senju, sobreviveu roubando corações alheios. Suas linhas negras permitiam usar todos os cinco elementos de chakra e criar máscaras monstruosas que disparavam jutsus à distância. Mesmo cercado por Kakashi, Ino e Chōji, ele quase venceu, só ruindo quando Hidan destruiu sem querer seu coração principal.
Jinchūriki, kekkei genkai raros e o legado de Orochimaru
Jūgo, originário das proximidades da Caverna Ryūchi, absorve energia natural instintivamente, entrando numa versão imperfeita do Modo Sábio. No auge da fúria, transforma o corpo em canhões de energia, lâminas ou escudos, resistindo até ao manto elétrico do Quarto Raikage.
Imagem: Divulgação
Kimimaro, último do clã Kaguya, manipulava a própria estrutura óssea com o Shikotsumyaku. Mesmo doente, derrotou dezenas de clones de Naruto e quase matou Gaara, erguendo uma floresta de ossos e assumindo forma reptiliana com o Selo Amaldiçoado nível 2.
Fū, jinchūriki de Chōmei na Vila da Cachoeira, podia cegar adversários com pó luminoso e criar teias adesivas. Liberando duas caudas para formar asas, ganhava velocidade aérea e força bruta. Um único Bijū Dama seria suficiente para apagar um vilarejo menor do mapa.
Poder absoluto do Rinnegan e a chuva de papéis explosivos
Konan, órfã treinada por Jiraiya, dominou a técnica Dança do Shikigami: convertia chakra em papel, moldando lâminas, árvores ou até um lago inteiro. Contra Obito, preparou seiscentos bilhões de selos explosivos e só não venceu por causa do Izanagi.
Nagato, outro pupilo de Jiraiya, dividiu o Rinnegan em seis corpos para formar o célebre Pain. Com o Caminho Deva, varreu Konoha em segundos, repelindo e atraindo matéria ao bel-prazer. Quando reanimado na Quarta Guerra, superou Killer B e Naruto (Manto Nove-Caudas) simultaneamente, sendo parado apenas por Itachi e seu Susanoo.
Vale a pena rever esses confrontos?
As batalhas protagonizadas por esses shinobi mais poderosos continuam entre os pontos altos de Naruto, mostrando que a verdadeira ameaça muitas vezes vem de fora do eixo das grandes nações. Revisitar esses episódios é redescobrir estratégias criativas, lutas intensas e personagens que redefiniram o conceito de poder no mundo ninja.
