Um dos crossovers mais curiosos do cinema geek voltou aos holofotes. A aventura de fantasia Stardust, lançada em 2007, reúne Charlie Cox — futuro Demolidor da Marvel — e Henry Cavill, que daria vida ao Superman alguns anos depois. Fora de catálogo há tempos, o longa chegou ao Peacock em 1º de maio e pode finalmente ser (re)descoberto pelo público.
Baseado na obra homônima de Neil Gaiman, o filme passou quase despercebido quando estreou nos cinemas, ofuscado por blockbusters daquele ano. Agora, com a facilidade do streaming e o sucesso posterior de seus protagonistas, Stardust tem a chance de ganhar o status de cult que sempre mereceu.
As origens de Stardust e seu elenco estrelado
Stardust nasceu como minissérie em quadrinhos da linha DC/Vertigo antes de virar romance de Gaiman em 1999. O diretor Matthew Vaughn assumiu o projeto para o cinema e convocou um elenco que mistura grandes nomes e talentos em ascensão. Além de Cox e Cavill, o time traz Claire Danes, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro e Ricky Gervais.
À época, Cox ainda estava longe de encarnar Matt Murdock na série do MCU; já Cavill, então conhecido por participações em produções britânicas, viria a vestir o manto kryptoniano apenas em 2013. Hoje, a dupla volta a dividir a tela justamente quando a reunião dos Defensores em Daredevil: Born Again anima os fãs da Marvel.
Enredo: romance, magia e duelo entre futuros super-heróis
Na trama, Charlie Cox interpreta Tristan Thorn, jovem que promete a queda de uma estrela para conquistar o coração da fria Victoria. Henry Cavill surge como Humphrey, rival amoroso do protagonista e primeiro obstáculo na história. Para cumprir a promessa, Tristan precisa atravessar um muro proibido que separa sua aldeia do reino mágico de Stormhold.
Lá, descobre que a estrela é, na verdade, uma mulher chamada Yvaine (Claire Danes). Caçada por bruxas que desejam sua essência para obter juventude eterna, ela também vira alvo de príncipes em busca do trono. O romance improvável entre Tristan e Yvaine guia o público por navios voadores, duelos de espada e feitiços capazes de rivalizar com clássicos como A Princesa Prometida.
Recepção crítica e status de joia escondida
Embora não tenha liderado as bilheterias em 2007, Stardust recebeu avaliações positivas. No Rotten Tomatoes, mantém 77% de aprovação da crítica e 86% do público, pontuação que reforça seu apelo como “filme conforto”. Sua mistura de humor, aventura e fantasia conquistou um nicho fiel que costuma revisitar a obra sempre que ela surge em algum catálogo.
Imagem: Allis Schter
A chegada ao Peacock pode ampliar esse alcance, especialmente entre espectadores que ainda não conhecem a fase pré-super-herói de Cox e Cavill. Vale lembrar que outros títulos de peso acabaram de desembarcar no serviço, incluindo o filme mais insano de Jason Statham e sucessos de bilheteria como Dirty Dancing e Pulp Fiction.
Mais novidades do Peacock para maio
Além de Stardust, o mês de maio trouxe ao Peacock longas como The Mummy, 50 First Dates, Galaxy Quest e Zero Dark Thirty. No dia 21, o musical Wicked chega para ampliar o catálogo, seguido por um pacote de produções de Quentin Tarantino em 22 de maio e pelo terror The Strangers: Chapter 1 em 30 de maio.
O reforço constante no line-up mostra que o serviço da NBCUniversal quer brigar por atenção num mercado já povoado por gigantes. Estratégia parecida rendeu frutos na Netflix, onde produções esquecidas, como Green Book, voltaram a figurar entre as mais vistas — caso parecido com o que ocorre agora com Stardust.
Vale a pena assistir Stardust hoje?
Com pouco mais de duas horas, Stardust oferece humor, romance e aventura na medida. O design de produção dá vida a Stormhold com cenários práticos, efeitos caprichados e atmosfera de conto de fadas que ainda funciona em 2024. Para quem acompanha HeroesBrasil em busca de boas dicas geek, a estreia no Peacock é oportunidade rara de conferir — ou rever — o duelo entre dois futuros titãs dos quadrinhos em um universo totalmente mágico.
