Supergirl será destaque duas vezes no mesmo mês de 2026, mas cada aparição trará um uniforme diferente. A DC Studios liberou as primeiras imagens dos trajes que a kryptoniana usará na 3ª temporada de My Adventures with Superman e, semanas depois, em seu filme solo nos cinemas.
As mudanças de visual chamam atenção porque refletem o tom de cada produção: uma animação com forte influência de anime e um longa live-action ambientado no recém-criado DCU. Abaixo, detalhamos como cada roupagem foi pensada e o que isso diz sobre a fase atual da personagem.
Temporada 3 de My Adventures with Superman apresenta design inspirado em anime
Marcada para 14 de junho de 2026, a nova leva de episódios de My Adventures with Superman coloca Kara Zor-El no centro da história. O estúdio optou por um uniforme que dialoga com o traço anime da série: corpo coberto por malha em tons de azul, ombreiras vermelhas volumosas, saia plissada em várias camadas e um enorme manto escarlate que se prende ao redor do pescoço.
O cabelo também mudou. Agora, Kara exibe franja longa e corte mais desfiado, reforçando a estética jovem típica das produções japonesas. O resultado se distancia do traje utilitário preto e vermelho que ela vestiu ao encontrar Clark pela primeira vez na temporada anterior.
Filme Supergirl no DCU aposta em traje mais fiel aos quadrinhos
Já em 26 de junho de 2026, Milly Alcock retorna às telonas vivendo a prima de Superman em Supergirl. O figurino visto rapidamente no final de Superman reaparece, mas sem o pesado sobretudo marrom. Dessa vez, o azul do colante está mais limpo, a saia vermelha permanece e o cinto dourado ganhou destaque, aproximando o visual da clássica Mulher do Amanhã dos quadrinhos.
A armadura leve mostrada na animação dá lugar a linhas simples e funcionais, pensadas para favorecer cenas de ação no set. A escolha reforça o esforço do estúdio em padronizar a identidade visual do DCU, que já tem produções como Lanterns, apontada como o primeiro prelúdio oficial da nova continuidade segundo a HBO Max.
Diferenças entre animação e live-action destacam abordagens distintas
O contraste entre os dois trajes vai além da estética. Na animação, Supergirl chega à Terra sem memória, após ser manipulada por Brainiac. A história assume um tom de descoberta cultural, justificando o uniforme mais experimental e a postura curiosa da heroína.
Imagem: Divulgação
No cinema, a proposta é outra: inspirada na saga Woman of Tomorrow, Kara lida com o trauma de testemunhar a destruição de Krypton, embarcando em jornada cósmica para recuperar seu senso de heroísmo. Essa narrativa mais sombria combina com a paleta de cores discretas revelada pelo diretor James Gunn, que coordena o Capítulo 1 – Gods and Monsters do DCU.
Por que a heroína aparecerá duas vezes em menos de um mês
A proximidade das datas de lançamento não é coincidência. A DC busca firmar Supergirl como peça-chave de sua próxima fase, abrindo espaço para possíveis crossovers futuros. O calendário também capitaliza o interesse do público que já acompanha o desenho aos sábados e pode migrar para as salas de cinema algumas semanas depois.
Ao mesmo tempo, cada mídia preserva sua liberdade criativa. Enquanto a equipe de animação investe em referências visuais ao shonen, a produção live-action aposta em atributos mais realistas. Essa estratégia difere, por exemplo, da recente polêmica com a etnia alterada dos Sklarian Raiders, tópico que segue gerando debate entre fãs do DCU conforme reportado pelo HeroesBrasil.
Vale a pena acompanhar o novo visual da Supergirl?
Para quem curte comparar adaptações, 2026 promete ser o ano ideal. Será possível observar, quase em tempo real, como um mesmo ícone pode assumir formas tão diferentes dependendo da mídia, da proposta narrativa e do público-alvo.
