Welcome to Derry já prepara o próximo ciclo de terror de Pennywise. Ainda sem confirmação oficial da HBO, a equipe liderada por Andy Muschietti adiantou detalhes de enredo que posicionam a segunda temporada em 1935, década marcada pela Grande Depressão nos Estados Unidos.
A série, derivada dos filmes IT, adota estrutura quase antológica. Cada temporada retrocede 27 anos na cronologia, acompanhando fases distintas de alimentação do palhaço demoníaco. Depois de visitar 1962 no primeiro ano, a produção mergulha agora em um cenário muito mais sombrio e sem o conforto suburbano visto no cinema.
Gangue Bradley assume o centro da trama
Segundo Muschietti, o enredo novo gira em torno da temida Gangue Bradley, grupo de assaltantes de banco extraído diretamente do livro de Stephen King. Eles param em Derry apenas para abastecer munição, mas algo hediondo os espera. O período de 1935 coloca esses criminosos no radar de Pennywise em um contexto de miséria extrema, fator que altera o tipo de medo explorado pelo vilão.
Nos bastidores, roteiristas já desenvolvem os episódios focados no massacre que, até então, só era citado em conversas de personagens. A intenção é mostrar como a criatura manipula o desespero popular durante a crise econômica, usando a vulnerabilidade coletiva como banquete.
Atmosfera da Grande Depressão domina a temporada
Sem as bicicletas coloridas e os bairros acolhedores de 1988, Welcome to Derry mergulha em ruas empoeiradas, filas de sopa e casas abandonadas. A produção considera até um esquema de fotografia em preto e branco para reforçar a estética de época, solução que já apareceu brevemente em flashbacks da primeira temporada.
Essa mudança drástica promete diferenciar o segundo ano de outros projetos de terror televisivo. A própria HBO busca expandir universos sombrios, estratégia similar ao sucesso de The Boys no Prime Video, onde acontecimentos como a morte de Firecracker revelam novas camadas de seus personagens. A lógica é manter a audiência engajada com histórias paralelas que ampliam a mitologia original.
Cronologia reversa mantém coesão com filmes
A segunda temporada instala-se como o ponto mais antigo da linha temporal atual: 1935. Na sequência vêm 1962 (temporada 1), 1988 (IT) e 2016 (IT: Capítulo 2). O formato facilita a inserção de eventos-chave já citados na literatura, como a explosão da Kitchener Iron Works, prevista para a terceira temporada em 1908.
Imagem: Divulgação
Essa escolha de seguir para trás assegura coerência e permite que o público identifique easter eggs plantados ao longo dos episódios. Quem acompanha HeroesBrasil sabe que a TV tem adotado esse método em produções de universo compartilhado para criar expectativa constante sem comprometer a narrativa estabelecida nos longas.
Elenco em aberto e possíveis retornos
Bill Skarsgård deve reviver Pennywise, mas, além dele, poucos nomes estão garantidos. Madeline Stowe pode retornar como Ingrid Kersh, já que a personagem apareceu em 1930 em cenas em preto e branco. O restante do elenco será inédito, com destaque óbvio para os integrantes da Gangue Bradley.
A formação de um grupo jovem à la Clube dos Otários ainda é incerta. Por se tratar de um período de escassez, os criadores avaliam inserir personagens mais maduros ou crianças obrigadas a trabalhar, refletindo a dura realidade da época. A decisão impactará a dinâmica de confronto contra a entidade, oferecendo modalidade diferente de heroísmo.
Vale a pena ficar de olho em Welcome to Derry?
Com foco em evento clássico do livro, ambientação única na Grande Depressão e promessa de ampliar a mitologia sem quebrar a cronologia dos filmes, a segunda temporada tende a atrair tanto fãs veteranos quanto novos espectadores.
