Desde que a Disney comprou a Lucasfilm em 2012, a galáxia muito, muito distante cresceu em todas as direções. Séries, livros, HQs e games criaram uma leva de novos rostos que conquistou o público sem precisar de projeção no escuro da sala de cinema.
Só que a seca de longas-metragens – encerrada recentemente com o anúncio de The Mandalorian & Grogu – deixou vários personagens de Star Wars aguardando na fila do multiplex. A seguir, o HeroesBrasil lista quem são esses nomes e por que eles já deveriam ter ganhado luz própria no telão.
A expansão de Star Wars além das telonas
Enquanto O Despertar da Força chegou a 2,06 bilhões de dólares, o desempenho modesto de Solo (393 milhões) esfriou o apetite do estúdio por experimentos teatrais. Nesse intervalo, o Disney+ virou a principal vitrine da marca, abrigando sucessos como The Mandalorian, Ahsoka e Andor.
Essa diversificação também afetou a maneira como a saga transita por diferentes gêneros, algo já apontado pelas onze viradas de gênero que a franquia acumulou em quase 50 anos. O resultado é um catálogo vasto de heróis, vilões e anti-heróis que nunca sentiram o gostinho da tela grande.
Os 10 personagens de Star Wars que ainda esperam a estreia nos cinemas
A lista abaixo segue a ordem de popularidade e relevância apontada pelos próprios fãs nas redes sociais e eventos especializados.
- Darth Revan – Antagonista do clássico Knights of the Old Republic, vive num período 4 000 anos antes da saga Skywalker, o que daria liberdade criativa total a roteiristas e diretores.
- Cal Kestis – Protagonista dos games Fallen Order e Survivor, já foi controlado por mais de 40 milhões de jogadores, número que poucas séries conseguem bater.
- Mara Jade – Criada nos romances de Timothy Zahn, a ex-assassina de Palpatine virou ícone literário, mas continua fora do cânone oficial desde o reboot de 2012.
- Ezra Bridger – Surgiu em Rebels e apareceu em live-action em Ahsoka, porém seu retorno à galáxia principal ainda carece de conclusão épica.
- Grão-Almirante Thrawn – Agora interpretado por Lars Mikkelsen na TV, o estrategista frio e calculista deve ser o próximo grande vilão das telonas, mas nada está confirmado.
- Doutora Aphra – A arqueóloga sem escrúpulos dos quadrinhos de 2015 combina o carisma de Han Solo com a moral duvidosa de um contrabandista, perfeita para histórias de assalto espacial.
- Quinlan Vos – Jedi que opera nas sombras, protagonizou o livro Dark Disciple e explora os limites da Ordem em tempos de guerra.
- Beilert Valance – Caçador de recompensas ciborgue das HQs atuais, traz dilemas éticos e corporais que lembram ficções científicas celebradas, como as que aparecem em clássicos do gênero.
- Iden Versio – A comandante imperial de Battlefront II vive um arco de redenção que conecta O Retorno de Jedi a O Despertar da Força com coesão rara.
- Darth Bane – Criador da Regra de Dois dos Sith, sua história de autodestruição e ascensão é considerada uma das mais sombrias do universo expandido.
Por que os fãs pedem esses personagens?
Cada nome carrega um diferencial que falta à cronologia cinematográfica. Revan oferece reflexões complexas sobre identidade; Cal Kestis explora o trauma pós-Ordem 66; Mara Jade traria uma perspectiva feminina e ambígua para o confronto Jedi x Sith. Já figuras como Aphra e Valance introduziriam zonas cinzentas morais, algo que Rogue One fez com sucesso em 2016.
Imagem: Marco Vito Oddo
Além disso, muitos desses personagens rendem merchandising valioso. A máscara de Revan e o sabre laranja de Cal viraram itens recorrentes em convenções, enquanto as droides assassinas que acompanham Aphra fazem sucesso em estátuas de colecionador.
O que falta para eles chegarem às telonas?
Segundo executivos ouvidos em eventos como Celebration, o principal entrave é conciliar cronologia e orçamento. A Lucasfilm prefere testar aceitação em streaming antes de bancar blockbusters de 200 milhões de dólares.
No entanto, o sucesso de The Mandalorian & Grogu indica que a barreira está prestes a ruir. Caso o filme faça números robustos, é possível que projetos focados em Revan ou Thrawn avancem rapidamente, repetindo o caminho de séries que depois escalaram para o cinema, fenômeno observado também em outras franquias, como a animação KPop Demon Hunters, que flerta com recordes de audiência na Netflix.
Vale a pena ficar de olho?
Com a Lucasfilm buscando renovar seu portfólio e o público demonstrando apetite por histórias além dos Skywalkers, acompanhar esses personagens de Star Wars pode ser o melhor termômetro para saber para onde a saga vai nos próximos anos.
