Nem toda grande estreia do estúdio acontece em julho ou dezembro. Ao longo de duas décadas, 2 de maio se transformou em um ponto fora da curva para os filmes da Marvel, concentrando lançamentos que marcaram gerações. De mutantes a vingadores improvisados, o dia acabou reunindo produções que ajudaram a moldar o gênero de super-heróis no cinema.
Revisitamos as quatro obras que chegaram aos cinemas nessa data especial, ordenando da menos inspirada àquela que permanece como referência absoluta. Prepare o traje de herói e confira como cada filme se saiu.
4º lugar: The Amazing Spider-Man 2 (2014) – quando excesso vira inimigo
O 2 de maio de 2014 trouxe The Amazing Spider-Man 2, sequência estrelada por Andrew Garfield. O longa tentou abraçar um número altíssimo de subtramas: drama familiar, origem de vilões, romance juvenil e pistas para um possível Sexteto Sinistro. Resultado: narrativa fragmentada e ritmo irregular.
As caracterizações de Electro, Rhino e Harry Osborn dividem fãs até hoje, gerando discussões que ainda ecoam em fóruns e em textos como este sobre as cinco incômodas verdades dos filmes do Homem-Aranha. Ao mesmo tempo, a química entre Peter e Gwen sustenta momentos emocionantes, e o CGI de balanços pelas ruas de Nova York continua vistoso. Mesmo assim, o saldo final fez muita gente acreditar que era hora de o herói dividir a teia com o MCU.
3º lugar: Thunderbolts (2025) – a virada que o MCU precisava
Lançado em 2 de maio de 2025, Thunderbolts reuniu rostos conhecidos de histórias como Viúva Negra e Falcão e o Soldado Invernal para formar uma espécie de “Novos Vingadores”. Depois de uma fase morna da Marvel Studios, a trama focada em espionagem e redenção surpreendeu ao entregar um enredo fechado, com menos fan-service e mais discussões sobre responsabilidade heroica.
A produção ajudou a reacender o hype do público, lembrando que, quando bem calibrada, a fórmula cinematográfica da Casa das Ideias ainda rende. Esse fôlego novo fez a imprensa comparar o efeito do longa ao impacto de franquias que ressurgem, caso de I Am Legend 2 com Will Smith, que também tenta atualizar conceitos para outra geração.
2º lugar: Iron Man (2008) – o ponto de partida do MCU
Antes de rosnados de Vibranium ou multiversos, 2 de maio de 2008 marcou a chegada de Iron Man. A estreia de Robert Downey Jr. como Tony Stark apostou em humor, tecnologia crível e cenas de ação contidas, mas impactantes. O público saiu do cinema comentando não apenas o filme, mas aquela cena pós-créditos inesquecível que prometia algo maior: os Vingadores.
Imagem: Clay Pitman
Hoje parece óbvio, mas na época era arriscado lançar um longa protagonizado por um herói de segundo escalão. O acerto abriu caminho para a engrenagem do MCU, influenciando produções posteriores e até séries animadas que bebem da mesma narrativa serializada. Não por acaso, Iron Man segue citado em debates sobre o sucesso de mascotes pop, a exemplo de Sonic the Hedgehog, outro caso de personagem que deu a volta por cima nas telas.
1º lugar: X2 (2003) – o auge dos mutantes no cinema
Chegamos a 2 de maio de 2003. X2 aterrissou como continuação direta do primeiro X-Men e elevou o patamar do subgênero. O diretor Bryan Singer expandiu o universo mutante, introduzindo Noturno em uma abertura eletrizante e aprofundando o debate político sobre registro de super-poderosos.
Com elenco afiado – Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen – e roteiro que equilibra ação com drama social, X2 se mantém influente. Basta lembrar quantas produções de equipe tentam replicar, até hoje, o tom balanceado entre espetáculo e temas densos. Muitos fãs de longas geeks consideram esse o melhor exemplar da franquia da Fox, uma marca que nem mesmo adaptações recentes de fantasia, como o revival de Zathura, conseguiram ofuscar.
Vale a pena rever esses filmes da Marvel?
Para quem curte maratonas temáticas, agendar uma sessão especial todo 2 de maio é um convite a viajar pela evolução dos filmes da Marvel. Do pioneirismo de X2 ao recomeço prometido por Thunderbolts, cada obra reflete o estágio de uma indústria que se reinventa sem perder o uniforme. HeroesBrasil aposta que esse calendário alternativo ainda renderá boas conversas entre fãs de cinema, séries, animes e games.
