Will Smith sempre foi sinônimo de sucesso de bilheteria, mas há mais de duas décadas ele não aceitava participar do segundo filme de uma franquia inédita. Esse cenário muda agora com I Am Legend 2, continuação do longa de 2007 que o colocou sozinho em um mundo dominado por criaturas noturnas.
O retorno do astro chama atenção porque Bad Boys II, lançado em 2003, foi a última vez em que ele topou estrelar a primeira sequência direta de uma nova série de filmes. Desde então, o ator apareceu em poucas continuações e evitou participar de novos universos cinematográficos.
A volta de Will Smith em I Am Legend 2
Dirigido novamente por Francis Lawrence, I Am Legend 2 retoma os eventos da adaptação do romance de Richard Matheson. A produção ignora o final exibido nos cinemas em 2007, no qual o Dr. Robert Neville se sacrifica ao explodir o laboratório para salvar a cura da doença que devastou a humanidade.
A história agora levará em conta o final alternativo, incluído apenas em DVD e streaming, onde Neville percebe que os Darkseekers são seres conscientes e abandona o confronto, abrindo portas para explorar a relação entre humanos e “monstros” de forma mais complexa. Essa mudança de rota foi decisiva para convencer Smith a vestir o jaleco do cientista outra vez.
Por que o ator evita continuações há duas décadas
Entre 2003 e 2024, o astro manteve distância de segundas partes que pudessem prender sua agenda. Ele recusou convites para Independence Day: Resurgence, ficou fora de Men in Black: International e sequer apareceu no reboot de Esquadrão Suicida. Smith priorizou projetos únicos, como Eu, Robô, Ali e King Richard, acumulando indicações ao Oscar e bilheterias sólidas sem depender de universos compartilhados.
Essa política pessoal mudou apenas para duas aventuras específicas: Bad Boys For Life, em 2020, e Bad Boys: Ride or Die, prevista para 2024. Ambas pertencem a uma franquia que o próprio ator ajudou a consolidar nos anos 90, diferente de I Am Legend 2, que marca a primeira “nova” saga que ele retoma após duas décadas.
Como o final alternativo muda o futuro da franquia
O final repaginado alinha o roteiro ao livro original, no qual Neville percebe que se tornou uma lenda temida pelos infectados, questionando o conceito de heroísmo. A continuação deve aprofundar esse arco moral, mostrando as consequências de anos de experimentos nos corpos dos Darkseekers.
Imagem: Cathal Gunning
Fontes próximas à produção indicam que o novo longa passará anos depois dos eventos iniciais, explorando sociedades emergentes de humanos e infectados convivendo com regras próprias. A abordagem lembra a reinvenção de universos como o de Sonic the Hedgehog, que virou trunfo da Paramount ao ampliar seu público sem trair fãs antigos.
O impacto de I Am Legend 2 no mercado de filmes de ficção científica
Hollywood vive uma disputa acirrada por histórias pós-apocalípticas originais, e o retorno de Smith acrescenta peso comercial ao gênero. O orçamento ainda não foi revelado, mas executivos apostam que a continuação pode impulsionar uma nova leva de narrativas mais “pé no chão”, equilibrando ação e reflexão social.
Além do interesse do estúdio, o movimento pode inspirar outras produções deixadas de lado nos últimos anos. Casos como Zathura, que recentemente voltou aos holofotes com exibição gratuita no streaming Pluto TV, demonstram que há espaço para franquias ressurgirem quando a base de fãs permanece ativa — confira mais detalhes neste especial sobre o derivado de Jumanji.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem acompanha o mundo geek e adora ficção científica, I Am Legend 2 promete unir nostalgia, questionamentos éticos e o carisma de Will Smith em um pacote que pode redefinir o rumo das continuações em Hollywood. No HeroesBrasil, seguiremos acompanhando cada novidade dessa produção que quebra um jejum histórico na carreira do astro.
