Já vimos Wolverine, Magneto, Tempestade e tantos outros heróis e vilões dos X-Men brilharem no cinema. Mesmo assim, o universo mutante da Marvel segue repleto de figuras capazes de mudar qualquer batalha — e que, por incrível que pareça, nunca deram as caras nas telonas.
Com a franquia prestes a ser reiniciada no MCU, vale ficar de olho nesses nomes. Alguns são parentes de rostos conhecidos, outros têm ligações diretas com sagas clássicas dos quadrinhos. Todos, porém, entram fácil em qualquer lista de mutantes mais poderosos da Marvel.
Exodus e a ameaça psíquica sem limites
Bennett du Paris, mais lembrado como Exodus, talvez não seja tão popular quanto Magneto, mas seus feitos são dignos de lenda. Ele domina telecinese, telepatia, teleporte, cura acelerada e até usufrui de virtual imortalidade. Essas habilidades o colocam no seleto grupo dos mutantes nível Ômega, reservados a quem manipula a realidade quase sem esforço.
Nos quadrinhos, Exodus já enfrentou equipes inteiras sozinho. Colocá-lo no MCU seria uma forma de apresentar um antagonista diferente da dupla Xavier/Magneto, oferecendo ao público um vilão com motivações místicas e séculos de experiência.
Filhos do tempo: X-Man, Hope Summers e Proteus
Nate Grey, o X-Man, nasceu em uma realidade paralela como o “Cable sem vírus tecnoorgânico”. Isso significa que suas capacidades telepáticas e telecinéticas funcionam no talo, sem limitações corporais. Adaptá-lo ao cinema renderia um prato cheio de tramas multiversais, tema que a Marvel adora explorar.
Hope Summers ganhou fama por ser o primeiro bebê mutante após o fatídico Dia M. Seu poder de copiar e amplificar habilidades próximas a transforma em peça-chave sempre que os X-Men precisam equilibrar o tabuleiro. Ela já apareceu em Deadpool 2, mas apenas como figurante sem fala; falta uma trama que mostre do que ela realmente é capaz.
Quem também merece destaque é Proteus. Filho de Moira MacTaggert, o vilão existe como energia psíquica pura e consegue distorcer a realidade à vontade. O medo de ter seu corpo consumido torna Proteus ainda mais perigoso, já que ele pula de hospedeiro em hospedeiro para continuar vivo.
O trio devastador: Vulcan, Matthew Malloy e Legion
Gabriel Summers, o Vulcan, completa o trio de irmãos com Ciclope e Destrutor. Só que, diferente dos parentes, ele manipula qualquer forma de energia, seja solar, cósmica ou mágica. Nos quadrinhos já derrotou o império Shi’ar praticamente sozinho, o que dá ideia do desastre que poderia causar em tela grande.
Imagem: Niall Gray
Matthew Malloy é um nome menos lembrado pelos leitores, mas suas façanhas são de cair o queixo: ele supera a classificação Ômega, moldando a realidade em escala global. Curioso notar que, nos gibis, o Professor Xavier precisou apagar a própria existência de Malloy para impedir o colapso da Terra — roteiro prontinho para um filme cataclísmico.
Por fim, Legion ganhou fama recente na série de TV homônima, mas sua estreia cinematográfica continua pendente. Com múltiplas personalidades, cada uma controlando um poder distinto, David Haller consegue manipular tempo, espaço e mente. Traduzir esse caos para o cinema abriria portas para narrativas psicológicas inovadoras.
Por que esses mutantes ainda estão fora das telonas?
Vários fatores atrasam a chegada dessas figuras aos cinemas. A antiga divisão de direitos entre Fox e Marvel Studios privilegiou personagens mais conhecidos, enquanto enredos complexos ficaram para segundo plano. Agora, com todos sob o mesmo guarda-chuva, existe espaço para ousar.
Outro ponto é o receio de apresentar personagens “quase onipotentes”. Produtores temem criar poderes impossíveis de equilibrar em futuras histórias. Ainda assim, o público que acompanha HeroesBrasil sabe que ameaças elevadas podem coexistir com boas narrativas — basta olhar para Thanos ou para franquias externas repletas de vilões superpoderosos fora da Marvel e DC.
Vale a pena torcer pela estreia desses mutantes mais poderosos da Marvel?
Quanto mais o MCU amplia seu multiverso, mais necessidade terá de figuras capazes de elevar o nível de perigo. Exodus, Legion e companhia podem preencher esse vácuo, oferecendo histórias que misturam drama familiar, dilemas morais e batalhas épicas. Resta saber quando – e como – eles finalmente serão convocados para as telonas.
