O vencedor do Oscar de 2019 Green Book ressurgiu com força total no catálogo da Netflix nos Estados Unidos. O longa dirigido por Peter Farrelly garantiu a quarta colocação entre os filmes mais assistidos na semana de 27 de abril a 3 de maio, superando lançamentos como K-Pop Demon Hunters.
A produção, que faturou US$ 321,8 milhões nos cinemas, ficou atrás apenas de três títulos originais da plataforma: a comédia Roommates, a animação Swapped e o suspense de ação Apex. Mesmo quase uma década após sua estreia, Green Book na Netflix prova que ainda desperta curiosidade — e controvérsia.
Green Book na Netflix: posição de destaque e números recentes
Segundo o top 10 oficial da plataforma, Green Book na Netflix aterrissou direto no quarto lugar em sua semana de estreia no serviço. É a primeira vez que o drama biográfico integra o ranking norte-americano desde que entrou no catálogo em 1.º de maio.
A performance confirma o poder de atração do longa, principalmente quando impulsionado pela vitrine inicial que o streaming concede a cada novo título adicionado. A visibilidade orgânica, somada ao status de “ganhador do Oscar”, ajuda a explicar por que tantos assinantes clicaram no play.
Motivos da controvérsia que ainda cerca o filme
Green Book foi bem avaliado — 77 % no Rotten Tomatoes pelos críticos e 92 % pelo público —, mas nunca escapou de críticas severas. Parte dos espectadores acusou o roteiro de reproduzir o “white savior”, trope recorrente em Hollywood quando uma história de racismo é contada majoritariamente pelo ponto de vista de um personagem branco.
Familiares do pianista Don Shirley, interpretado por Mahershala Ali, também questionaram a precisão do enredo, afirmando que a amizade retratada no longa não condizia completamente com a realidade. O ator chegou a pedir desculpas aos parentes, reforçando que desconhecia detalhes que poderiam ter sido consultados durante a produção.
Fatores que impulsionam o novo fôlego de Green Book na Netflix
A química entre Mahershala Ali e Viggo Mortensen continua sendo o maior trunfo do filme. Os dois carregam a narrativa com atuações carismáticas, algo que o público do streaming costuma valorizar em títulos de sábado à noite.
Imagem: Chris Agar
Além disso, o filme reúne elementos que tradicionalmente atraem clique rápido: selo de qualidade da Academia, clima de “feel good” para ver em família e a curiosidade gerada por discussões acaloradas. É o mesmo tipo de atenção que cercou casos recentes, como o [fã de Godzilla condenado por spoilers](https://heroesbrasil.com.br/fa-de-godzilla-condenado-spoilers-minus-one/ target=”_blank” rel=”nofollow noopener”), mostrando que narrativas reais ou baseadas em fatos sempre levantam debates intensos entre aficionados por cultura pop.
Repercussão entre fãs de cinema, séries e cultura geek
Nas redes, muitos assinantes citaram o retorno de Green Book na Netflix como oportunidade de rever o filme ou assisti-lo pela primeira vez. O assunto teve eco em fóruns especializados, onde rapidamente se formaram discussões sobre a relevância do prêmio de Melhor Filme e a lista de concorrentes de 2019, que incluía Roma e Infiltrado na Klan.
Em meio à maratona de novidades geek, alguns usuários compararam a repercussão do longa com os rumores que cercam outras franquias populares — caso do futuro de Din Djarin em Star Wars, tema que ganhou destaque após declarações de Pedro Pascal em entrevista recente. A análise ajuda a mostrar como o streaming hoje é ponto de encontro para debates que vão muito além de um único gênero.
Vale a pena assistir Green Book na Netflix?
Para quem busca um drama leve, baseado em fatos reais e com dois protagonistas em ótima forma, Green Book na Netflix continua uma escolha sólida. O longa entrega humor, emoção e atuações premiadas, mesmo que a abordagem histórica ainda gere divisões. No fim, a curiosidade em torno da polêmica provavelmente explica por que o filme voltou ao topo — e por que segue chamando a atenção dos leitores do HeroesBrasil.
