Quando Dexter: New Blood chegou à TV em 2021, poucos imaginavam que o destino do anti-herói e de seu filho renderia tanta polêmica fora das telas. Dois anos depois, Jack Alcott, intérprete de Harrison Morgan, revelou que a repercussão negativa ultrapassou o campo das críticas e se transformou em ameaças de morte que duraram cerca de doze meses.
O ator falou sobre o assunto no tapete vermelho do 53º Saturn Awards, onde concorreu a Melhor Ator Coadjuvante em Série de TV. Agora em Dexter: Resurrection, produção que continua a história de Michael C. Hall no Paramount+, Alcott vê o público mais receptivo ao retorno de Harrison.
Jack Alcott relata um ano de ameaças após New Blood
Durante a entrevista, o artista contou que as mensagens chegaram logo depois da exibição do episódio final de New Blood, no qual Harrison atira em Dexter ao perceber que o pai virou um assassino sem controle. “Recebi ameaças por um ano inteiro; algumas pareciam sérias, mas a maioria dizia que eu seria ‘Dexterizado’ numa mesa de dissecação”, relatou.
Segundo Alcott, a avalanche de reações violentas começou nas redes sociais e se prolongou por e-mails e até cartas. Ainda assim, ele transformou a situação em combustível para o trabalho: “Se alguém quer me matar por causa de um papel, é sinal de que fiz o público sentir alguma coisa”.
Atuação de filho para parceiro muda a percepção dos fãs
A virada na recepção veio com Dexter: Resurrection, ambientada em Nova York. Nesta fase, Harrison deixa de ser um adolescente sombrio e passa a funcionar como parceiro carismático do pai, o que diminuiu a rejeição de parte da audiência. Alcott disse estar “roendo as unhas” para voltar às gravações da segunda temporada, prevista para o outono norte-americano.
A relação mais equilibrada da dupla também corrige escolhas questionadas no final de New Blood, ponto que gerou críticas semelhantes às feitas à conclusão de outras séries, como o debate recente sobre possíveis mudanças em Misfits, cotada para remake.
Cenário da trama e expectativas para a próxima temporada
Em Resurrection, Dexter exerce sua macabra vocação na Big Apple, cidade que oferece novas oportunidades para caçadas e para o conflito moral do personagem. O ator se limitou a dizer que “muita coisa vai acontecer” nos próximos episódios, sem detalhar roteiros ou arcos específicos.
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Os roteiristas sinalizam que pai e filho enfrentarão velhos fantasmas e novos antagonistas. A promessa é aprofundar a dinâmica de código versus impulso assassino, foco principal da franquia desde 2006. Enquanto isso, fãs especulam se a série manterá o formato fechado de dez capítulos ou adotará temporadas mais longas.
Impacto nas premiações e na carreira de Alcott
A indicação ao Saturn Awards reforça a boa fase de Jack Alcott. Embora não tenha levado a estatueta, o reconhecimento coloca o jovem ator em quadros de atenção da indústria, abrindo portas para papéis em produções de suspense e ficção científica — gênero que segue em alta graças a projetos como o reboot de Animorphs anunciado pelo Disney+.
No universo de Dexter, o futuro de Harrison parece ligado à aceitação do próprio “Passageiro Sombrio”. Alcott, no entanto, garante que prefere ver seu personagem buscando redenção, não apenas repetindo o caminho do pai. Resta saber se os roteiristas concordam.
Vale a pena acompanhar Dexter: Resurrection?
Para quem abandonou a franquia após o polêmico desfecho de New Blood, Resurrection oferece uma atmosfera familiar, ritmo renovado e a oportunidade de ver a evolução de Harrison. HeroesBrasil seguirá de olho em todas as novidades da série e na trajetória de Jack Alcott, agora livre — pelo menos por enquanto — das ameaças que marcaram seu primeiro ano como herdeiro de Dexter Morgan.
