Mortal Kombat II chegou aos cinemas empolgando quem queria ver mais sangue, fatalities e a expansão da mitologia dos jogos na telona. A produção trouxe nomes queridos, como Kitana e Johnny Cage, além do retorno de veteranos como Liu Kang, Sonya Blade e o irreverente Kano.
Só que, enquanto diversos combatentes voltaram dos mortos, sete figuras importantes do longa anterior ficaram totalmente de fora. A seguir, o HeroesBrasil lista quem sumiu do elenco, por que isso chamou a atenção dos fãs e como essas ausências podem impactar futuros rounds da franquia.
Cole e a família Young fora do torneio
No reboot de 2021, Cole Young era o protagonista absoluto, o elo entre o público e o caos do torneio. Entretanto, em Mortal Kombat II ele quase não aparece, limitando-se a uma participação relâmpago. Pior ainda: sua esposa, Allison Young, sequer é citada. O corte abrupto contrasta com o peso dramático que o relacionamento dos dois teve na trama anterior.
A exclusão continua com Emily Young. A filha de Cole foi crucial para ativar a arcana do lutador e mostrava o lado mais humano da narrativa. Mesmo assim, a produção não reservou espaço para a garota, surpreendendo quem esperava vê-la em um possível arco de treinamento ou vingança. Essa guinada lembra produções que trocam o foco de um filme para o outro, caso do vindouro The Batman Parte II, cuja escalação também passou por mudanças de rota.
Vilões que ficaram no limbo
Shang Tsung continua comandando as forças de Outworld, mas dois de seus aliados não tiveram a mesma sorte. O primeiro é o general Reiko. No filme anterior, ele destruiu o braço mecânico de Jax no primeiro embate, mas acabou perdendo a cabeça — literalmente — quando o major despertou sua arcana. Morto de forma tão gráfica, Reiko não retornou nesta continuação.
A vampírica Nitara seguiu destino parecido. Ela tentou surpreender Kung Lao no Templo de Raiden, recebeu um golpe fatal estilo “serra elétrica” e ficou pelo caminho. A decisão de não ressuscitar a personagem pode ter sido estratégica para evitar superlotação, algo que já aconteceu em outras franquias de fantasia e resultou em críticas semelhantes às que rondam possíveis cortes no novo Masters of the Universe.
Ausências sentidas entre os ninjas mascarados
Kabal, com sua velocidade sobre-humana, roubou a cena no primeiro filme ao duelar com Liu Kang. Contudo, o mesmo Kang tratou de queimá-lo vivo com um dragão de fogo, encerrando a participação do velocista. A sequência optou por manter o personagem como vítima definitiva daquele fatality.
Imagem: Matthew Aguilar
Outra figura querida dos games, Mileena, apareceu com seu clássico sai e a ferocidade que a caracteriza. Ela feriu Sonya Blade, teleportou-se para confundir Cole e quase triunfou. No entanto, a agente da Special Forces vingou-se com um disparo de energia, eliminando a clonada de Kitana. A falta de Mileena nesta nova etapa é sentida, já que a rivalidade com a princesa Edeniana poderia render bons embates futuramente.
O príncipe Goro não deu o ar da graça
Quem jogou Mortal Kombat na década de 1990 certamente se lembra de Goro como o chefão que exigia fichas extras. No filme de 2021, o Shokan protagonizou uma luta brutal contra Cole Young no quintal da família. Cole só venceu ao despertar sua armadura, decepando o braço do monstro e perfurando-lhe o olho.
Mesmo que mortes não sejam um obstáculo permanente no universo Mortal Kombat, o roteiro de Mortal Kombat II decidiu não trazer Goro de volta — ao contrário do que fez com Kano. Essa escolha ajuda a abrir espaço para novos personagens, como Baraka ou Sindel, além de evitar o excesso de gigantes musculosos em tela. A decisão lembra a estratégia adotada pela animação Wildwood, que preferiu introduzir heróis inéditos em vez de ressuscitar veteranos logo de cara.
Vale a pena sentir falta desses personagens?
A ausência dos sete combatentes muda o tabuleiro, mas também permite que a franquia explore novas rivalidades e evite abandonar suas mortes impactantes. Caso um terceiro filme aconteça, nada impede que alguns retornem — afinal, em Mortal Kombat, morrer raramente é o fim definitivo.
