Jogadores que ainda resistem aos consoles da geração passada receberam um balde de água fria neste fim de semana. A Activision confirmou que o próximo Call of Duty não será lançado para PS4 nem para Xbox One.
O anúncio encerra semanas de especulação e força quem pretende continuar na franquia a considerar a compra de um PS5, Xbox Series X/S ou um PC parrudo. A mudança chega em meio à alta de preços desses aparelhos e ao debate sobre a vida útil das plataformas de 2013.
Confirmação oficial encerra rumores sobre suporte ao PS4
Tudo começou com boatos em redes sociais sugerindo que a edição de 2026, supostamente chamada Modern Warfare 4, ainda apareceria no PlayStation 4. No entanto, em 4 de maio o perfil oficial de Call of Duty no X (antigo Twitter) respondeu a um fã e derrubou a teoria: “Não, o próximo título não será lançado no PS4”.
Embora o recado citasse apenas o console da Sony, a lógica de mercado indica que o Xbox One também ficou de fora. Afinal, as duas máquinas compartilham especificações semelhantes e já completam quase 11 anos no mercado.
Impacto para quem ainda joga na geração passada
Segundo dados de comunidades da própria franquia, milhões de jogadores ainda acessam títulos como Warzone em hardware antigo. A Activision não detalhou quando – ou se – desligará os servidores dessas versões, mas deixou claro que novidades futuras exigirão sistemas atuais.
Para parte do público, o gasto será pesado. No Brasil, o PS5 Digital começa em R$ 3.799 e o Series X sai por volta de R$ 3.999, preços inflacionados por falta global de memória DRAM. Até modelos recondicionados sofreram reajuste, repetindo a tendência vista no exterior.
Os custos não param no console. Para jogar online, é preciso assinatura de PlayStation Plus ou Game Pass Core/Ultimate, o que eleva ainda mais a conta no fim do mês.
Game Pass não terá lançamento Day One para Call of Duty
Outro ponto que pegou vários fãs de surpresa foi a decisão da Microsoft de retirar futuros Call of Duty do catálogo Day One do Game Pass. A assinatura ficou mais barata em abril, mas os novos títulos da série só chegarão ao serviço um ano depois da estreia comercial.
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Isso significa que quem pretende experimentar o próximo Call of Duty logo no lançamento precisará pagar o valor cheio, independentemente de estar no ecossistema Xbox ou no PC. A exceção fica para Black Ops 7, já confirmado antes da mudança de política.
Enquanto isso, outras franquias também revisam suporte à antiga geração. A Ubisoft, por exemplo, avalia o futuro de Assassin’s Creed Invictus após testes internos negativos, reforçando a ideia de que a indústria está pronta para virar a página.
O que muda para a comunidade de Call of Duty
A saída definitiva do PS4 e do Xbox One deve acelerar a adoção de recursos gráficos e de desempenho impossíveis na geração de 2013. Resoluções mais altas, ray tracing consistente e modos de 120 fps deixam de ser opcionais para se tornar padrão.
Estúdios como Treyarch e Raven Software já trabalham em campanhas cooperativas ambiciosas, multiplayer com mapas maiores e sistemas de movimento avançados. Tudo isso exige poder de fogo que os chips Jaguar originais simplesmente não oferecem.
Enquanto a Activision dá esse passo, outras empresas surfam na onda da nostalgia de formas diferentes. A Valve, por exemplo, viu o novo Steam Controller sumir em minutos, provando que ainda há espaço para hardware alternativo no mercado.
Vale a pena migrar agora?
Para quem é fã assíduo da franquia e quer continuar competitivo, a migração torna-se inevitável. Já quem joga casualmente títulos antigos pode esperar, pois Warzone segue ativo sem prazo definido. Em todo caso, o posicionamento da Activision deixa claro: o futuro de Call of Duty pertence à nova geração, e o relógio para o upgrade começou a contar.
