O Um Anel é o coração da mitologia criada por J.R.R. Tolkien e popularizada nos cinemas por Peter Jackson. Mesmo com livros, trilogia original, séries e novos longas em desenvolvimento, algumas situações envolvendo o artefato seguem sem explicação convincente.
HeroesBrasil reuniu os cinco questionamentos que mais deixam fãs coçando a cabeça. A lista mostra por que, assim como um pôster britânico raro de Star Wars que vale uma fortuna, o Anel Único continua despertando fascínio (e dúvidas) na cultura pop.
Corrupção instantânea de Gollum
Nos filmes, a transformação de Sméagol em Gollum acontece no exato momento em que ele toca no Um Anel. Ao encontrar o artefato nas mãos do primo Déagol, o hobbit não hesita: estrangula o parente e passa a viver 500 anos sob influência direta do objeto.
A estranheza surge porque hobbits demonstram resistência natural à sedução do Anel. Bilbo o carregou por décadas antes de sofrer grandes mudanças físicas ou psicológicas, e Frodo aguentou a jornada até Mordor sem colapsar de imediato. Por que Sméagol foi “fisgado” tão rápido continua um mistério sem resposta clara dentro da própria narrativa.
A surpreendente resistência de Aragorn
Frodo oferece o Anel a três figuras consideradas sábias e poderosas: Gandalf, Galadriel e Aragorn. O mago recua assustado, temendo ceder à tentação; a elfa, por um instante, quase se deixa corromper antes de recusar. Já Aragorn simplesmente fecha a mão de Frodo e devolve o objeto sem sinal de perturbação.
O problema é que o poder bruto do Um Anel deveria afetar o herdeiro de Isildur com ainda mais força, afinal o artefato pertence ao seu legado familiar. No entanto, o guerreiro humano demonstra autocontrole superior até mesmo ao de entidades milenares como um Istari ou a Senhora de Lórien, deixando a lógica interna da saga em xeque.
A demora de Gandalf para soar o alarme
Durante “O Hobbit”, Gandalf já sabe que Bilbo encontrou um anel incomum, mas apenas em “A Sociedade do Anel” ele investiga a fundo e confirma a verdadeira identidade do objeto. Para um mago incumbido de vigiar as trevas em toda a Terra-média, a atitude parece relaxada demais.
Imagem: Liz Declan
Não se trata de exigir onisciência do personagem, mas é curiosa a ausência de preocupação imediata com um artefato que reúne exatamente as características do lendário Anel Único: sumiço milenar, propriedades de invisibilidade e escrita élfica que surge ao contato com fogo. Só após décadas de calmaria o mago percebe o risco, algo que fãs ainda discutem calorosamente.
Quando o Olho de Sauron falha
A trilogia mostra Sauron rastreando incansavelmente o Anel. Sua presença se manifesta como um gigantesco olho flamejante capaz de varrer as planícies de Mordor. Ainda assim, Frodo e Sam atravessam o portão negro, escalam a encosta de Orodruin e chegam até a fornalha da Montanha da Perdição sem serem detectados de imediato.
Aragorn até lidera um exército como distração, mas a proximidade do Anel com o próprio criador deveria disparar um “alarme” telepático irresistível. Pior: diversos personagens, entre eles Denethor, Faramir e Boromir, cobiçam a joia mesmo sem contato direto, ignorando os avisos históricos de que ninguém além de Sauron lucrou com seu poder absoluto. Essa irresistível atração, sem nenhuma prova palpável de benefício, permanece sem explicação lógica dentro do cânone.
Vale a pena rever a saga com esses mistérios em mente?
Embora essas lacunas levantem sobrancelhas, elas também alimentam teorias de fãs e mantêm a conversa viva sempre que novos projetos de O Senhor dos Anéis são anunciados. Revisitar livros e filmes à procura de pistas faz parte da diversão, e cada revisão só reforça o status lendário do Um Anel como um dos artefatos mais intrigantes da cultura geek.
