Guerra interplanetária, naves colossais e muito drama: a década de 1990 foi um prato cheio para quem ama space opera anime. Entre disputas políticas e amores turbulentos, esses títulos marcaram gerações e seguem relevantes nas maratonas atuais.
HeroesBrasil reuniu seis produções lançadas naquele período que valem cada minuto diante da tela. Prepare o traje espacial e confira, a seguir, o que torna cada obra tão especial.
Infinite Ryvius: adrenalina adolescente em gravidade zero
Lançado entre 1999 e 2000, Infinite Ryvius coloca 486 cadetes presos numa nave de alta tecnologia, sem um único adulto por perto. O resultado lembra uma versão futurista de Senhor das Moscas, só que com gravidade artificial, discussões sobre liderança e rivalidades familiares.
Ambientado em 2225, o enredo gira em torno dos irmãos Kouji e Yuki Aiba, da dedicada Aoi Housen e do enigmático sistema de bordo Neya. Conflitos, alianças e até brutalidade juvenil compõem a narrativa, fazendo do anime uma aula sobre como a sociedade entra em colapso quando a autoridade some.
Turn A Gundam quebra as regras da franquia
Para celebrar 20 anos da marca Gundam, Turn A Gundam chegou em 1999 com 50 episódios que fugiram ao tom bélico tradicional. A trama se passa no Correct Century 2345, época em que a humanidade na Terra vive quase como na Primeira Guerra Mundial, enquanto a colônia lunar exibe avanços tecnológicos de cair o queixo.
Liderada pela carismática rainha Dianna, a lua tenta coexistir pacificamente com o planeta, mas a tensão tecnológica rapidamente vira arma narrativa. O temido golpe “Moonlight Butterfly”, capaz de reduzir qualquer equipamento a pó, é um dos grandes momentos da série.
Gundam Wing leva a rebelião juvenil ao limite
Enquanto Turn A aposta na fantasia retrofuturista, Mobile Suit Gundam Wing, de 1995, mergulha no conflito político do universo After Colony. Cinco pilotos adolescentes descem dos satélites rumo à Terra para sabotar a opressiva United Earth Sphere Alliance, cada um guiando um traje feito de inquebrável Gundanium.
Imagem: Divulgação
O anime se destaca por não subestimar seus protagonistas: intrigas diplomáticas, dilemas sobre independência e trilha sonora marcante dão profundidade à história. A química entre os pilotos — especialmente o silencioso Heero Yuy e o carismático Duo Maxwell — mantém a narrativa em ritmo acelerado.
Outros clássicos que definiram a space opera anime dos anos 90
Crest of the Stars (1999) adapta os romances de Hiroyuki Morioka em apenas 13 episódios. O jovem Jinto, filho de um político que vendeu o próprio planeta, precisa conviver com a raça Abh, uma linhagem de “elfos espaciais” de cabelo azul. A química entre ele e a oficial Lafiel, mesclada a uma língua inventada — o Baronh —, dá charme à série.
Irresponsible Captain Tylor (1993) aposta no humor. Justy Ueki Tylor, preguiçoso assumido, vira capitão após um golpe de sorte e conduz a nave Soyokaze com mais improviso que disciplina. O mistério sobre sua competência real (ou falta dela) mantém o público preso ao enredo.
Por fim, Macross Plus (1994-1995) condensa em quatro OVA uma disputa de mechas e corações. No longínquo planeta Eden, os pilotos rivais Isamu Dyson e Guld Bowman duelam tanto nos céus quanto pelo afeto da produtora Myung Fang Lone, responsável pela idol virtual Sharon Apple. Música, efeitos sonoros e animação híbrida de tirar o fôlego garantem o status de culto.
Vale a pena maratonar essas space operas dos anos 90?
Se você busca histórias cheias de política intergaláctica, mechas icônicos e personagens complexos, essas produções continuam relevantes. Mesmo décadas depois, cada uma delas apresenta universos coerentes, lutas bem coreografadas e temas atemporais, provando por que o rótulo “space opera anime dos anos 90” ainda brilha nos radares dos fãs.
