O primeiro trailer de Avengers: Doomsday, exibido com exclusividade na CinemaCon 2026, finalmente trouxe Chris Evans de volta ao uniforme do Capitão América. A rápida, porém impactante, sequência ao lado de Thor disparou debates entre os fãs sobre quem realmente está empunhando o escudo — e o martelo.
Até então, muita gente acreditava que o longa usaria uma versão alternativa de Steve Rogers, seguindo a lógica multiversal que dominou a fase atual do MCU. No entanto, o material apresentado parece ter fechado essa porta antes mesmo da estreia nos cinemas.
Trailer mostra Steve Rogers provando ser digno de Mjölnir
Logo no início da prévia, Steve surge dizendo “hey, pal” para o velho companheiro asgardiano. Em seguida, ele estende a mão e chama Mjölnir, que voa até ele sem qualquer hesitação. A cena reproduz o momento consagrado em Vingadores: Ultimato, reforçando que o personagem continua digno do martelo de Thor.
A confirmação visual de que o herói ainda tem a confiança do martelo é, por si só, um indício forte de que estamos diante do mesmo Capitão América que liderou a batalha final contra Thanos. Se fosse um doppelgänger de outro universo, o roteiro precisaria explicar como essa variante conquistou tal confiança de Odin — e do público.
Teoria do Capitão América variante perde força
A ideia de variantes ganhou fôlego desde Loki e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Portanto, não era estranho imaginar que Avengers: Doomsday seguiria o mesmo caminho, especialmente após Robert Downey Jr. retornar interpretando não Tony Stark, mas sim o vilão Doutor Destino.
Contudo, a saudação íntima entre Rogers e Thor quebra a especulação. É improvável que um Steve de realidade paralela tivesse o mesmo laço emocional com o deus do trovão. Além disso, o uso de Mjölnir elimina a dúvida restante. Nas palavras de muitos fãs, “o martelo não mente”.
Por que a Marvel evita novas variantes em Avengers: Doomsday
Há motivos práticos para a Marvel não transformar Evans em um clone multiversal. Primeiro, o ator já experimentou essa brincadeira ao reprisar Johnny Storm em Deadpool & Wolverine, longa que abraça um tom bem mais cômico. Repetir o recurso poderia esvaziar o impacto dramático esperado para o próximo Vingadores.
Imagem: Ana Dumaraog
Segundo, a nostalgia é um trunfo valioso. Trazer o Capitão América original coloca Doomsday no mesmo patamar emotivo de Ultimato, garantindo ligação direta com a saga do Infinito. Essa escolha também evita críticas de que o estúdio estaria preso a versões recicladas, algo debatido em franquias de ficção científica que muitos dizem já ter passado do ponto — um problema comum em Hollywood.
Impacto para o futuro do MCU
A volta de Evans como o Steve original ainda levanta dúvidas sobre a linha temporal. Em Ultimato, o herói decidiu viver uma vida tranquila com Peggy Carter. Como ele retorna em plena forma para uma batalha cósmica é um mistério que o roteiro precisará esclarecer sem contradições — diferentemente de certos furos de roteiro que ainda incomodam outras trilogias de heróis.
Outro ponto é a química entre o elenco. O diretor Joe Russo já insinuou que o longa mira em emoção pura, apoiando-se tanto em veteranos quanto em novos rostos. Para não cair em saudosismo vazio, a Marvel terá de equilibrar as participações especiais com a evolução de personagens recentes, evitando repetir o erro de “heróis desperdiçados” que o próprio HeroesBrasil já apontou em outra análise.
Vale a pena ficar de olho em Avengers: Doomsday?
Pelas primeiras imagens, sim. O retorno do Capitão América original adiciona peso emocional e promete revisitar a grandiosidade que tornou Ultimato um fenômeno cultural. Resta saber como o longa explicará a reentrada de Steve Rogers sem desfazer a despedida perfeita de 2019, desafio que o estúdio precisa vencer para manter a confiança dos fãs.
