Depois de mais de uma década adaptando seus maiores sucessos, a Disney se aproxima de um ponto de saturação: quase todos os títulos mais populares já viraram filme com atores reais. Ainda assim, algumas pérolas do estúdio permanecem exclusivas da animação e formam uma lista cobiçada de futuros projetos.
Nesta seleção, focamos em longas anteriores a 2010 que se encaixam facilmente no formato híbrido de atores e CGI. São sete produções queridas pelo público geek, perfeitas para reacender a nostalgia e, quem sabe, repetir a bilheteria robusta de Aladdin ou A Bela e a Fera.
O esgotamento dos remakes e as joias que restam
A Disney já transportou para o live-action quase todo o catálogo da chamada Renascença dos anos 90, além de clássicos das décadas de 40 a 70. A lógica de mercado é simples: aproveitar IPs consagradas para atrair famílias ao cinema e vender produtos licenciados.
No entanto, como cita o site HeroesBrasil, ainda há espaço para reviravoltas dignas de finais alternativos surpreendentes. Entre a Raposa sentimental e o corcunda da catedral, sobram histórias capazes de movimentar parques temáticos, streaming e caixas de brinquedos.
Amigos improváveis, lianas e beijos de sapo
The Fox and the Hound (1981) figura como o projeto menos badalado, mas teria dois personagens adoráveis em tela: o filhote de raposa Dodó e o cãozinho Cooper. O apelo de bichinhos fotorrealistas funcionou bem em Mogli e promete repetir a dose.
O ano de 1999 rendeu Tarzan, que misturou ação, comédia e a trilha sonora de Phil Collins. Mesmo com diversas adaptações do homem-macaco, nenhuma traz o selo Disney, o que facilitaria a promoção. O desafio mora nos direitos literários, ainda controlados pelos herdeiros de Edgar Rice Burroughs.
Já A Princesa e o Sapo (2009) foi o último longa totalmente desenhado à mão pelo estúdio. Ambientado em Nova Orleans, ele combina jazz, culinária cajun e uma protagonista negra que conquistou a geração pós-Renaissance. O parque temático nos Estados Unidos ganhou recentemente uma atração inspirada no filme, o que aumenta a probabilidade de um remake live-action da Disney chegar em breve.
Magia medieval e tecnologia steampunk aquática
Entre as narrativas arturianas, A Espada Era a Lei (1963) segue sem equivalente moderno. A jornada do jovem Arthur guiado pelo mago Merlin casa bem com efeitos de ponta, criaturas fantásticas e humor britânico — ingredientes populares em bilheterias atuais.
Imagem: Clay Pitman
Para quem sonha com aventuras submarinas, Atlantis: O Reino Perdido (2001) surge como aposta high-concept. O original ganhou status cult ao misturar estética steampunk, hieróglifos misteriosos e batalhas em veículos submersíveis. Uma versão realista poderia render uma nova franquia de ação científica, ampliando o universo de forma semelhante ao que Marvel faz com seus heróis.
Na mesma linha sci-fi, Planeta do Tesouro (2002) transporta o romance de Robert Louis Stevenson para o espaço, com velas solares, ciborgues e piratas intergalácticos. Embora o filme tenha naufragado nas bilheterias, hoje ele é constantemente citado pelos fãs como a adaptação perfeita para a tecnologia de efeitos visuais atual.
Um corcunda em busca de nova plateia
Entre todas as animações, O Corcunda de Notre Dame (1996) desponta como a escolha mais óbvia. Além das músicas marcantes, o enredo aborda preconceito, religião e opressão com tom mais sombrio do que o padrão Disney. Um remake poderia equilibrar melhor humor e drama, corrigindo as queixas sobre alívio cômico exagerado com as gárgulas.
O lançamento também recolocaria Quasímodo, Esmeralda e Frollo no radar de novos espectadores. Estratégia parecida funcionou para A Bela e a Fera em 2017, e o estúdio sabe que histórias medievais ainda atraem fãs de franquias como Star Wars, que recentemente teve um pôster raro leiloado por valores astronômicos.
Vale a pena torcer por mais um remake live-action da Disney?
Com poucas cartas na manga, o estúdio deve analisar cada projeto com lupa. Ainda assim, a demanda por revisitar clássicos permanece forte e estas sete animações reúnem bons argumentos comerciais e criativos. Para o público que acompanha o HeroesBrasil, vale ficar de olho nas próximas D23 e Investor Days: qualquer anúncio de remake live-action da Disney envolvendo essas histórias promete agitar a cultura pop.
