O príncipe Adam vai voltar às telonas, mas o clima nos estúdios londrinos em 2025 já era de pura Eternia. Durante uma visita à produção de Masters of the Universe, jornalistas perceberam que a nova adaptação pretende tratar a franquia como algo maior que nostalgia: a meta é criar um universo palpável, competitivo com gigantes como Star Wars.
Com estreia prevista para 5 de junho de 2026, o longa é fruto da parceria entre Mattel Films e Amazon Studios e traz Travis Knight na direção. Fã confesso de longa data, o cineasta deixou claro que quer honrar cada detalhe do material de origem, mas sem medo de cortar excessos que atrapalhem a narrativa.
Diretor e equipe compartilham paixão antiga por Masters of the Universe
Travis Knight, conhecido por Bumblebee, afirmou que “só dirige algo que ama de verdade”. Esse sentimento se espalhou pela equipe: produtores contabilizam que cerca de 90 % do staff colecionava os bonecos na infância. Até camisetas vintages de He-Man apareceram nos bastidores, reforçando o clima de confraria geek.
Para o produtor Jason Blumenthal, o projeto só ganhou luz verde porque Knight “precisava” filmá-lo. A devoção também motivou a criação de um alfabeto inteiro em eterniano; os símbolos foram espalhados nos cenários como easter eggs, prontos para serem decifrados pelo público mais atento.
Construção de cenários e figurinos do zero marca escala inédita
Nenhum objeto de cena foi reaproveitado de outros filmes. De propulsores de jetpack a cinturões heroicos, tudo foi fabricado num galpão de 40 000 m² instalado ao lado dos estúdios. A estrutura permite conceber, imprimir em 3D e finalizar um item em questão de horas, agilizando mudanças criativas em pleno set.
O rigor também aparece no vestuário. O figurinista Richard Sale revelou ter testado 80 variações para chegar às calças ideais de He-Man. A clássica sunga felpuda ficou de fora, trocada por um visual mais gladiador — mudança que conversa com rumores já comentados em relatos anteriores.
Equilíbrio entre fidelidade e atualização visual
Personagens precisam ser reconhecíveis num relance, mas ganharam ajustes práticos. Skeletor, por exemplo, adota elementos serpeantes para refletir Snake Mountain, enquanto seu clássico peitoral cruzado foi eliminado para evitar semelhança excessiva com o herói.
Imagem: Sim Gallagher
Já veículos como o Roton passaram por redesign total. O production designer Guy Hendrix Dyas transformou o “barril com olhos raivosos” original em cápsula giroscópica armada com lâminas, mantendo o esquema de cores dos brinquedos. Segundo ele, a ideia era provar que naves não precisam ser cinzentas para parecerem reais.
Ação intensa e rating familiar definem o tom do longa
Cenas de batalha descritas como “fora de controle” foram capturadas com câmeras GoPro para registrar toda a extensão dos sets gigantescos. A produção mira classificação PG-13, equilibrando momentos cômicos que remetem ao desenho com passagens de violência que fazem justiça à escala épica dos Masters of the Universe.
Mesmo com cortes em figuras secundárias — Merman ficou de fora desta vez — o roteiro promete espaço inesperado para Goat Man, graças a um conceito de maquiagem que empolgou diretores e roteiristas. Cada inclusão, garante Knight, serve antes à jornada pessoal de Adam do que a qualquer “listão de fan-service”.
Vale a pena ficar de olho em Masters of the Universe?
Com tantos recursos dedicados, um elenco e equipe que cresceram brincando em Eternia e a busca constante por autenticidade, o reboot de 2026 surge como a tentativa mais ambiciosa de levar He-Man de volta ao topo da cultura pop. HeroesBrasil seguirá acompanhando todos os movimentos até a estreia.
