O retorno de He-Man aos cinemas está marcado para 5 de junho e, embora o herói mantenha o famoso topete loiro, a icônica sunga de pelos ficou no passado. A decisão partiu da equipe de figurino, que preferiu atualizar o visual sem ferir a nostalgia de quem cresceu com o desenho dos anos 80.
Richard Sale, responsável pelos trajes do longa, contou que a escolha não foi aleatória: mais de 80 opções foram testadas antes que a produção chegasse à versão final, uma saia de couro inspirada em gladiadores. Entenda abaixo por que a mudança aconteceu e o que esperar das outras roupas vistas em Eternia.
Por que He-Man abandonou a sunga de pelos?
Segundo Sale, o grande desafio era equilibrar fidelidade e modernidade. A sunga felpuda, embora clássica, trazia dificuldades práticas de filmagem e podia causar estranhamento no público atual. Além disso, a peça limitaria movimentos nas cenas de ação e exigiria cuidados de continuidade complicados.
Depois de muitos testes, a equipe concluiu que o couro funcionava melhor frente às câmeras, dava ao herói um ar mais “guerreiro bárbaro” e ainda remetia ao traje original. O figurino final cobre o suficiente para evitar cenas constrangedoras, e a produção garante que não haverá enquadramentos indiscretos — nada de “upskirt” nesta aventura.
Como o processo criativo chegou à saia gladiadora
Sale revelou que paredes inteiras do estúdio em Londres ficaram tomadas por boards cheios de referências. Cada variação incluía elementos de armadura, calças, cintos e diferentes tipos de tecido. O critério principal era: “parece He-Man?”. Quando a resposta era não, o look era descartado.
A escolha da saia também levou em conta o conforto do ator Nicholas Galitzine. O traje precisava ser leve o bastante para acrobacias, mas robusto para transmitir poder. De forma divertida, a equipe chegou a brincar com Galitzine dizendo que ele usaria a sunga original, antes de bater o martelo na versão final.
Esqueleto também ganhou repaginada
Se He-Man mudou, seu arqui-inimigo não ficou de fora. O novo Esqueleto perdeu as alças em forma de ossos cruzados no peito para evitar parecer apenas uma versão negativa do protagonista. Sale optou por detalhes que remetem a cobras, reforçando a relação do vilão com a Montanha da Serpente.
Imagem: Sim Gallagher
O cinto, por exemplo, exibe ossadas de serpentes entrelaçadas, mantendo o tema ósseo de forma sutil. A decisão lembra a forma como outras franquias ajustam vilões icônicos sem descaracterizá-los, caso dos terríveis antagonistas de O Senhor dos Anéis, que evoluem entre obras sem perder a essência.
Planos para futuras continuações
Sale deixou claro que os trajes vistos no longa não são definitivos. Caso a bilheteria permita uma sequência, a equipe pretende mostrar a evolução natural dos personagens — inclusive a chance de He-Man resgatar elementos mais clássicos. A visão dialoga com a estratégia de lançar novos brinquedos, ponto importante para a Mattel.
Na prática, isso significa que a sunga felpuda não está totalmente descartada. Se o herói ganhar mais poder em filmes futuros, seu guarda-roupa pode acompanhar essa “transformação” e se aproximar ainda mais da animação original. Situação similar ocorreu com franquias que celebram aniversários, como quando Transformers: The Movie voltou aos cinemas em 4K para comemorar 40 anos.
Vale a pena conferir no cinema?
Para quem curte revisitar clássicos com visão atual, Masters of the Universe promete ação, humor e referências suficientes para agradar fãs antigos e novos. A ausência da sunga de pelos pode causar saudade, mas a produção aposta em visual robusto e coerente, reforçando que Eternia continua viva — agora, com pitada moderna aprovada pela redação do HeroesBrasil.
