Os fãs de suspense ganharam mais um motivo para acender a televisão. Desde 16 de maio, Black Phone 2 está disponível no catálogo da Netflix, marcando a estreia de um dos longas de terror mais comentados de 2025 na plataforma.
A produção ainda não figura no top 10 de mais assistidos, mas a expectativa é que alcance o ranking nos próximos dias, impulsionada pelo burburinho que cercou seu lançamento nos cinemas e pela curiosidade do público que aprovou o primeiro filme.
Black Phone 2 chega ao catálogo da Netflix
Lançado originalmente em 2025, o longa retomou as filmagens sob direção de Scott Derrickson e trouxe de volta Ethan Hawke, Mason Thames e Madeleine McGraw. A adição à Netflix ocorreu sem alarde, mas rapidamente repercutiu entre assinantes apaixonados por histórias de horror contemporâneo.
Apesar do ingresso recente no streaming, a sequência já começa a ser recomendada dentro da própria interface da plataforma para quem consumiu títulos semelhantes, como A Entidade e O Homem Invisível. A estratégia deve ampliar a audiência e, em breve, deve colocar Black Phone 2 entre os filmes mais vistos.
Enredo aprofunda as consequências do primeiro filme
Na trama, Finn (Mason Thames) tornou-se o único sobrevivente do sádico sequestrador conhecido como The Grabber. Após matar o agressor e escapar, o garoto tenta retomar a vida, mas descobre que o perigo não acabou. Agora, a ameaça recai sobre sua irmã Gwen (Madeleine McGraw), alvo da vingança do criminoso que retorna do além.
A narrativa mantém a atmosfera claustrofóbica do original, explorando memórias traumáticas e elementos sobrenaturais. Derrickson aposta em enquadramentos fechados, paleta de cores fria e uma trilha sonora inquietante para intensificar o medo em cada cena.
Recepção dividida entre crítica e público
A continuação recebeu críticas mistas. Avaliações especializadas apontaram que, embora o filme não supere a precisão do antecessor, ainda oferece sustos eficazes. A jornalista Aglaia Berlutti definiu a obra como “um pesadelo visual que mistura espiritualidade e macabro com clima típico dos anos 1980”.
Imagem: Alex Rós
Do outro lado, o público comum se mostrou mais entusiasmado, atribuindo 82% de aprovação em sites de revisão. Muitos elogiaram a profundidade emocional e o foco no trauma familiar, aspectos que, na visão dos espectadores, elevaram o terror a um patamar mais sombrio e envolvente.
A decisão de continuar a história
Quando os créditos subiram no primeiro capítulo, poucos acreditavam que existiria espaço para outra história. Mesmo assim, Derrickson decidiu revisitar o universo de Black Phone, argumentando que ainda havia “vozes do outro lado da linha” esperando para ser ouvidas. O resultado foi uma narrativa que aprofunda consequências e explora novas camadas psicológicas dos irmãos.
A ousadia de avançar onde parecia haver um ponto final rendeu discussões sobre sequências desnecessárias, mas também abriu caminho para comparações com clássicos que se tornaram franquias de sucesso, como Halloween e It. Dentro desse cenário, Black Phone 2 se posiciona como um estudo de continuidade que, se não revoluciona, ao menos sustenta a tensão que consagrou o original.
Enquanto a Netflix aposta nessa nova adição, outras plataformas também se movimentam no gênero. Exemplos incluem Iron Lung, projeto de horror comandado por Markiplier que estreia no YouTube em 31 de maio. A variedade de lançamentos mostra como o mercado continua atento ao apetite do público por histórias assustadoras.
Black Phone 2 na Netflix vale a maratona?
Com elenco original, atmosfera opressora e aprovação popular expressiva, Black Phone 2 oferece uma experiência intensa para quem busca sustos e drama familiar. Para os leitores do HeroesBrasil que acompanham o universo do terror, a sequência é uma oportunidade de conferir como Derrickson expandiu o pesadelo iniciado em 2022 e avaliar se o retorno do Grabber justifica a expectativa.
