A mais recente versão de Wuthering Heights, dirigida por Emerald Fennell, chegou discreta à HBO Max em 1º de maio. Bastaram poucos dias para o longa assumir o topo do ranking da plataforma nos Estados Unidos, batendo produções indicadas ao Oscar e clássicos queridos.
O feito chama atenção porque o drama de US$ 80 milhões acumulou apenas 57% no Rotten Tomatoes, marca considerada “rotten”. Ainda assim, o filme soma US$ 242 milhões mundialmente e, agora, ganha nova vida no streaming, provando que audiência e crítica nem sempre caminham juntas.
Entrada recente no catálogo impulsionou a busca
FlixPatrol, serviço que monitora desempenho de títulos on-line, indica que Wuthering Heights alcançou o primeiro lugar na HBO Max logo após a estreia no serviço. Lançamentos frescos costumam ganhar destaque na vitrine inicial do app, despertando a curiosidade de quem navega em busca de novidades rápidas.
O encurtamento da janela entre cinema e streaming reforçou o hábito de “esperar em casa”. Muitos espectadores que viram as críticas mornas optaram por aguardar o conforto do sofá antes de encarar a história baseada no romance de 1847. O resultado? Pico de visualizações assim que o botão “play” ficou disponível.
Elenco estrelado ajuda a quebrar a desconfiança
Margarot Robbie e Jacob Elordi carregam trunfos próprios. Ela ainda surfa a popularidade de Barbie e dos projetos na DC; ele se fortaleceu após a indicação ao Oscar por Frankenstein. Juntos, criam um chamariz instantâneo para quem procura algo novo na HBO Max.
A química dos dois foi assunto desde o anúncio do projeto, e até a controvérsia em torno das escolhas de elenco serviu de marketing involuntário. Em tempos de redes sociais, qualquer debate vira combustível para o streaming, como se viu com a recente polêmica envolvendo o novo visual de Johnny Cage em Mortal Kombat II.
Críticas divididas aumentam a curiosidade do público
Produções que polarizam frequentemente se tornam “obrigatórias” entre cinéfilos, seja para defender, seja para atacar. O estilo arrojado de Fennell, elogiado em Promising Young Woman, aqui ganhou adjetivos como “excessivo” e “pretensioso”. Para muitos, isso só acende a vontade de conferir com os próprios olhos.
Imagem: Chris Agar
O debate lembra a discussão sobre filmes de fantasia cultuados e outros que viraram decepção total, assunto recorrente no HeroesBrasil — basta lembrar da lista de sete ficções científicas que falham do início ao fim. A curiosidade em participar da conversa coletiva aumenta o play rate do longa.
Domínio na HBO Max pressiona rivais de streaming
Ao ultrapassar títulos como Mary Supreme, indicado a Melhor Filme, e clássicos como O Diabo Veste Prada, Wuthering Heights mostra que a receita “livro renomado + elenco famoso + janela curta” ainda rende frutos. Isso reforça a estratégia da Warner Bros. de segurar alguns lançamentos por tempo limitado antes de licenciá-los a terceiros.
Plataformas concorrentes observam o desempenho para calibrar negociações futuras. Se obras com recepção morna conseguem mover a agulha de assinaturas, imagina-se o impacto de franquias com base de fãs consolidada, como a saga que, segundo fontes, a Disney garante não pretender apagar — a trilogia sequela de Star Wars.
Vale a pena dar play em Wuthering Heights?
Com fotografia estilosa, atuações magnéticas e uma releitura ousada do clássico de 179 anos, a produção entrega experiência visual acima da média. Quem busca um drama de época com pitadas modernas deve conferir e tirar as próprias conclusões, especialmente agora que o filme reina absoluto no catálogo da HBO Max.
